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Ministro listou as medidas já tomadas pelo governo no campo econômico para mitigar os efeitos da crise e afirmou que deverá anunciar também a rolagem da dívida dos municípios. O ministro da Economia, Paulo Guedes Wilson Dias/Agência Brasil O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste sábado (28) que o Brasil foi atingido por um “meteoro” ao comentar o impacto financeiro da pandemia de coronavírus no país. Ele afirmou ainda que pretende anunciar a rolagem das dívidas dos municípios com a União, assim como já fez para os estados. Diante do aumento de casos da doença, diversos estados e cidades adotaram medidas, em diferentes graus, para conter o contágio na população, como o fechamento de comércio e empresas. Em videoconferência realizada por uma corretora de valores, o ministro afirmou que a tramitação das reformas estruturantes, como a tributária e o pacto federativo, já estava acertada com o Legislativo e que a expectativa era de que o trimestre na economia fosse “excepcional”, “quando chegou o coronavírus”. “Nós fomos atingidos por um meteoro. Isso que aconteceu é um meteoro. Mas nós sabemos sair da formação. Vamos combater o meteoro. E, no ano seguinte, estamos de volta para o trilho das reformas estruturantes de novo. Aliás, nesse ano mesmo. Vamos retomar as estruturantes este ano mesmo”, declarou. Em outro momento, Guedes disse que se trata do "momento mais difícil da nossa história" e que "não sabemos da amplitude dessa bomba genética que cai sobre nós", mas que o Brasil vai "saber fazer a coisa certa". Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Guedes descartou ainda deixar o governo em meio à crise. “Isso é conversa fiada [sobre a minha saída]. Esquece. Esquece. Esquece. Conversa fiada total. O presidente tem confiança no meu trabalho. Eu tenho confiança de que o presidente quer consertar essa parte econômica. Não existe isso de sair. Não tem esse negócio de sair. Como eu vou deixar o país no momento mais grave sabendo que eu tenho condições de ajudar? Estou 24h por dia dedicado a isso”, afirmou. Dívidas dos municípios O ministro listou as medidas já tomadas pelo governo no campo econômico para mitigar os efeitos da crise e afirmou que deverá anunciar também a rolagem da dívida dos municípios. "Não anunciamos ainda, mas vamos fazer os municípios também. Rolamos a dívida dos estados, mas vamos rolar também a dívida dos municípios", afirmou. No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo vai implementar um plano de R$ 85,8 bilhões para fortalecer os estados e os municípios no período da pandemia do coronavírus. Entre as medidas, está a suspensão das dívidas dos estados com a União, que, de acordo com o presidente, vai garantir aos estados R$ 12,6 bilhões a mais em caixa para enfrentamento da crise. Segundo Guedes, as ações voltadas para reduzir o impacto do coronavírus somarão uma injeção de cerca de R$ 750 bilhões, representando 4,8% do PIB. "Quando você coloca tudo isso junto [todas as medidas do governo], já passou de 750 bi. Está subindo. Já estamos em 4,8% do PIB. Vai ser realmente um déficit extraordinário, de déficit primário. Não tem problema. Não vamos deixar os brasileiros para trás. Isso vai passar", disse. Isolamento O ministro ponderou que o Ministério da Saúde estima em três meses o contínuo aumento de casos da doença no país, mas que a economia não aguenta o tempo que a área da saúde precisa para controlar a epidemia. "A economia já se entendeu com a saúde para saber quando tempo deve durar o lockdown [fechamento total]? E eu respondi com muita franqueza: não. Nós sabemos quanto tempo a economia aguenta antes de começar a entrar em colapso. Nós sabemos que, se as linhas básicas de suprimentos em alimentos, transportes, produtos médicos, farmacêuticos, se essa linha for mantida, a gente até consegue esticar o período de quarentena, a gente não sabe quanto é. Mas, evidentemente, o período que a economia aguenta possivelmente é menor do que a saúde exige", afirmou. Ele observou, no entanto, que só a testagem em massa poderia abrir espaço para o isolamento vertical, modelo defendido pelo presidente Bolsonaro. Por essa estratégia, apenas grupos específicos, como idosos ou pessoas com doenças que poderiam agravar o seu quadro de saúde, teriam de ficar isolados em casa. Os demais estariam liberados para circular, trabalhar ou estudar. Guedes reconheceu ainda que há dentro do governo uma “disputa política” entre quem quer o isolamento social mais amplo, com o fechamento de escolas e comércios, e quem quer vertical. Outras medidas Ao detalhar as medidas a serem tomadas, Guedes adiantou que o Banco Central vai comprar carteiras de créditos "justamente para abrir janelas de liquidez e não deixar virar crise mais aguda". "Tudo isso é discutido na base diária", afirmou. Ele ressaltou ainda que será "turbinado" o Fundo de Apoio à Micro, Pequena e Média Empresa para impulsionar os empresários que usam as chamadas maquininhas de crédito. "Essas maquininhas estão girando. São microempresários. Os caras, às vezes, têm receitas de [R$] 200 mil, [R$] 150 mil e tem aí a PagSeguro, Stone. Por que o Banco Central não pode redescontar deles? O BC tem que redescontar só com banco? Não. Esses caras têm capilaridade, tão pequeninhos lá na ponta. A gente tem que conseguir que o BC chegue lá também. Que não fique só no sistema bancário", afirmou. Initial plugin text

Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que 'é melhor deixar algumas pessoas que não sejam [elegíveis ao auxílio] entrar e depois você resolve'. Ele afirmou ainda que o rombo fiscal vai superar os R$ 300 bilhões neste ano. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, em foto de fevereiro de 2020 Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou neste sábado (28) que o governo vai "acreditar" no cadastro das pessoas que se apresentarem como trabalhadores informais para receber o pagamento do benefício de R$ 600 como forma de auxílio diante da pandemia do coronavírus. Segundo ele, se alguém receber o valor indevidamente, isso será resolvido depois. Pelo projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados, bastará que os autônomos façam uma autodeclaração dizendo que não dispõem de renda fixa para ter direito ao auxílio. A expectativa é de que o texto seja votado no Senado na segunda-feira (30). "O CADÚnico [Cadastro Único] é maior que o Bolsa Família. Tem bases de dados que mostram que aquela pessoa não tinha nenhum vínculo. A gente vai acreditar no cadastramento dessas pessoas. Depois, você checa. Pode usar toda essa estrutura grande da Caixa, INSS, para chegar a essas pessoas", disse Mansueto Almeida, durante videoconferência promovida por um banco. Ele também indicou flexibilidade nesse pagamento. "É melhor deixar algumas pessoas que não sejam [beneficiárias] entrar [neste momento] e, depois, você resolve. Esse 'know how' do Brasil de fazer programa social nos deixa orgulhosos nessas horas. Vai ser difícil achar essas pessoas no espaço de duas semanas", acrescentou o secretário do Tesouro Nacional. Além disso, também informou que o déficit primário das contas públicas (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) vai superar a barreira dos R$ 300 bilhões neste ano por conta dos gastos para combater a pandemia do coronavírus e evitar impactos maiores na economia brasileira e no desemprego. (Veja mais abaixo na reportagem). Benefício de R$ 600 O Cadastro Único é um conjunto de informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. Essa base de dados é utilizada pelo governo federal, pelos estados e municípios para implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria da vida dessas famílias. Estão inscritas no CadÚnico as famílias de baixa renda que ganham até meio salário mínimo por pessoa ou que ganham até três salários mínimos de renda mensal ​tota​l. Atualmente, há mais de 28 milhões de famílias cadastradas, mas não estão incluídos nessa base de dados todos os mais de 46 milhões de trabalhadores informais do país - elegíveis ao benefício de R$ 600 por mês, durante três meses. Nesta sexta-feira (27), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o benefício de R$ 600 para trabalhadores informais e autônomos, em função da pandemia do novo coronavírus, custará R$ 45 bilhões aos cofres públicos. Pelo projeto de lei, os informais receberão a ajuda por três meses. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal em agências lotéricas e até via celular, mas a data de início ainda não foi definida. A proposta de auxílio aos autônomos partiu do governo federal que, inicialmente, previa a transferência de R$ 200 ao mês. Depois de críticas, foi acordado com o Congresso o aumento do valor para R$ 600. Rombo fiscal acima de R$ 300 bilhões Durante a teleconferência, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, também informou que o déficit primário das contas do governo ficará acima de R$ 300 bilhões neste ano, por conta dos gastos extraordinários relacionados com a pandemia do coronavírus. "E de um déficit primário que vai com certeza ultrapassar 300 bilhões. É um déficit primário que com certeza vai superar 4% do PIB", disse ele. Mansueto afirmou que, somente a gente vai ter de perda adicional de arrecadação por conta da desaceleração da economia neste ano, o déficit primário já ficaria em cerca de R$ 200 bilhões em 2020. "Em cima de 200 bilhões [de rombo fiscal só com a perda de arrecadação], a gente vai ter a expansão de despesas acima de 100 bilhões", declarou. Ele citou, por exemplo, o programa de R$ 600 para autônomos e informais, com impacto de aumento de 45 bilhões em gastos neste ano, além de outro programa em estudo, a ser anunciado nos próximos dias, de adiantamento do seguro desemprego, em que a empresa reduz o salário e o governo federal com a antecipação paga parte do salário. "É um programa que deve ser algo superior a 30 bilhões", afirmou. O secretário do Tesouro também citou o programa de empréstimo para empresas, coordenado pelo Banco Central, que envolve R$ 34 bilhões em recursos (relativo à parcela do governo no valor total de R$ 40 bilhões anunciado). Retração do PIB Questionado sobre a projeção do governo sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que atualmente está em zero (estabilidade, sem crescimento nem retração), Mansueto Almeida observou que essa estimativa foi feita duas semanas atrás e que, no momento, isso já está defasado. "A projeção de PIB zero é de duas semanas atrás. Possivelmente, em uma nova projeção o PIB pode vir negativo. Mas a gente está em uma situação de incerteza. A gente nunca teve um 'shut dowm' [paralisação] no setor de serviços. Tanto faz o crescimento do PIB ser 0, -1 ou -2. Não muda nada o custo da ação. Não pode faltar nada para a saúde nos municípios", declarou ele.] Para proteger as pessoas mais vulneráveis, haverá, segundo ele, um crescimento da dívida pública acima do projetado anteriormente. "Não podemos é exagerar na dosagem do remédio que comprometa nos próximos anos. E nós sociedades vamos ter que pagar essa conta, uns mais do que outros", concluiu.
Objetivo é assegurar atendimento a caminhoneiros para não prejudicar abastecimento durante a crise do coronavírus. Ministério da Infraestrutura enviou modelo de decreto para os municípios. Caminhoneiros não param durante a pandemia de coronavírus O Ministério da Infraestrutura pediu às prefeituras a manutenção do funcionamento de restaurantes, borracharias, oficinas mecânicas, autopeças e demais estabelecimentos localizados às margens de rodovias, a fim de assegurar atendimento aos caminhoneiros durante a crise do coronavírus. O objetivo do governo federal é evitar que eventuais medidas de restrição adotadas pelos prefeitos atrapalhem o transporte de mercadorias entre os estados. O ministério enviou à Confederação Nacional de Municípios (CNM) um modelo de decreto que será distribuído às prefeituras. O modelo de decreto também prevê manter em funcionamento terminais e estações ferroviárias, além de serviços destinados ao transporte e distribuição de alimentos, medicamentos e outras atividades essenciais ao abastecimento.
Pedidos de Alagoas e do município do Rio de Janeiro estão pendentes de decisão. Ministro Alexandre de Moraes ordenou comprovação do uso do dinheiro com saúde. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) suspender por seis meses a dívida do Pará com a União a fim de que os recursos sejam usados para conter a disseminação do coronavírus. Como uma das parcelas de R$ 5 milhões venceria nesta segunda-feira (30), o ministro determinou que a Advocacia Geral da União (AGU) seja notificada por meio de uma rede social para não efetuar a cobrança. O governo paraense informou que o valor total da dívida com a União até o fim deste ano é de R$ 67 milhões. O Pará foi o décimo estado a obter o benefício por decisão do ministro. Os anteriores são Bahia, São Paulo, Paraíba, Paraná, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Acre. Estão pendentes ainda pedidos de Alagoas e do município do Rio de Janeiro. Os pleitos dos estados foram direcionados para o ministro Alexandre de Moraes, mas o da Prefeitura do Rio está com o ministro Luiz Fux. Os estados argumentaram ao Supremo que as medidas de combate à doença vão gerar gastos públicos e que os reflexos da pandemia na economia vão diminuir a arrecadação. O ministro Alexandre de Moraes concordou com a suspensão, mas destacou que os estados precisam comprovar que os recursos não utilizados na dívida sejam aplicados em medidas locais de combate ao novo coronavírus. Uma audiência virtual entre União e estados beneficiados será marcada para discutir a questão, mas ainda não há data prevista. Dívidas por estado Pernambuco informou que as dívidas de 2020 com a União e bancos públicos somam R$ 1,6 bilhão. Santa Catarina argumentou que vai precisar para conter o coronavírus de cerca de R$ 3,7 bilhões. Bahia tem dívida com a União de R$ 5,3 bilhões. Maranhão tem dívidas com bancos públicos que somam R$ 7,4 bilhões. Para 2020, a previsão é de R$ 1,1 bilhão. Paraná tem parcelas mensais a pagar de R$ 53 milhões. O valor total do débito é de R$ 106 bilhões. São Paulo paga por mês aproximadamente R$ 1,2 bilhão para abater a dívida com a União. Paraíba informou que tem a pagar, de abril a dezembro, R$ 193,2 milhões. Mato Grosso do Sul informou que tem parcelas a pagar de R$ 31,3 milhões por mês. Já o Acre paga mensalmente R$ 2,6 milhões à União e outros R$ 20,5 milhões a bancos públicos. Pará informou que a dívida é de R$ 5 milhões mensais e totaliza R$ 67 milhões até o fim do ano. Alagoas, cujo pedido está pendente, informou que as parcelas mensais da dívida com a União são de R$ 32 milhões (soma de R$ 385 milhões ao ano). Initial plugin text
Maioria das empresas do setor só tem autorização para transportar passageiros. Objetivo é agilizar transporte de exames e medicamentos em razão da crise do coronavírus. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou portaria permitindo por 180 dias que qualquer empresa de táxi-aéreo faça transporte de cargas, sem a necessidade de anuência prévia da agência. Algumas das empresas do setor têm autorização específica para transportar carga. A portaria da Anac amplia essa autorização para os táxi-aéreos que atualmente só podem transportar passageiros. Mas proíbe o transporte de passageiros junto com as cargas. Atualmente há cerca de 120 empresas com certificado de táxi-aéreo. Segundo a agência, a decisão vai contribuir para dar mais rapidez ao transporte de medicamentos e exames em razão da crise do coronavírus. Redução da malha aérea A partir deste sábado (28), começou a vigorar uma nova malha aérea que reduziu de 14.781 para 1.241 o número de voos semanais pelas companhias aéreas brasileiras. A nova malha deve vigorar até o final de abril e foi elaborada para manter a interligação entre as principais cidades do país. Por causa da queda da demanda aérea em decorrência da crise provocada pela pandemia de coronavírus, havia o risco de uma paralisação total do serviço aéreo. Initial plugin text

Uma aplicação em massa deste tipo de exame pode nos levar a descobrir se os números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg ou não e elaborar estratégias mais eficazes de lidar com a pandemia. Profissionais de saúde fazem testes em drive-thru para a Covid-19 neste sábado (28) em Petaling Jaya, Malásia. Lim Huey Teng/Reuters Onde está a luz no fim do túnel da pandemia de coronavírus, que já infectou em torno de 500 mil pessoas ao redor do mundo? Em que momento quase 3 bilhões de pessoas vão poder sair de casa normalmente sem medo de ficar doente? Para responder isso, precisamos de menos incerteza ao fazer, por exemplo, cada vez mais testes para determinar quem está infectado, medida que pode aplacar a preocupação de muita gente e garantir uma estratégia eficiente de combate ao vírus, como na Coreia do Sul. Mas uma das respostas que podem marcar uma virada nessa pandemia, junto com remédios e vacinas que funcionem, passa não por quantas pessoas estão doentes hoje, mas por quantas já enfrentaram silenciosamente o vírus e sequer perceberam. Uma busca em massa por anticorpos nas pessoas pode permitir descobrir se todos esses números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg. Se for o caso, será possível tirar duas conclusões. A primeira é que a taxa de letalidade, hoje estimada em cerca de 3,4% pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser bem menor do que se sabe. A segunda é que milhões de pessoas podem já ter contraído o vírus, desenvolvido algum grau de imunidade e, portanto, não precisariam ficar isoladas. Essa informação pode influenciar decisões políticas e determinar se o principal "remédio" adotado pelas autoridades contra essa crise — no caso, quarentenas de quase 3 bilhões de pessoas — está na dose certa ou se ele vai ser pior que a doença e matar o paciente, como tem se questionado, a exemplo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. O debate em torno da real gravidade do novo coronavírus, que matou quase 24 mil pessoas desde dezembro, se agrava ainda mais porque trata de vidas humanas. Minoria reage a confinamentos BERLIM - Um casal de idosos atravessa a Pariser Platz deserta, perto do Portão de Brandenburgo, em Berlim, na Alemanha, nesta segunda-feira (23) Odd Andersen/AFP Há uma grande divergência entre basicamente dois grupos. De um lado, uma pequena minoria que inclui os presidentes de Estados Unidos, Brasil e México e alguns especialistas. De outro, amplamente majoritário, estão mais de cem líderes mundiais, a OMS e a maioria dos pesquisadores. O primeiro grupo, no qual estão Donald Trump e Jair Bolsonaro, defende que os dados disponíveis, ainda que escassos, apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral. Ela se parece com a gripe (ou uma "gripezinha") que circula todo ano. Por isso, seria possível contê-la sem tamanha perda econômica. Ou seja, argumentam eles, qual é a necessidade de confinar a população inteira se apenas uma minúscula parcela corre de fato o risco de morrer? No caso, as pessoas com mais de 60 anos e aquelas com condições pré-existentes, como doenças cardíacas e diabetes. Segundo a abordagem defendida por esse grupo minoritário, chamada de isolamento vertical, bastaria proteger os mais vulneráveis e retomar a vida do restante da sociedade até que todo mundo fique imunizado com conta própria. A conta é que, quando mais de 50% da população estiver imunizada, seria como se todos estivessem vacinados. Ocorreria a chamada "imunidade de grupo ou de rebanho", na qual a imunidade de um acaba protegendo o outro por reduzir a cadeia de transmissão do vírus. É importante deixar claro que ainda há dúvidas se de fato as pessoas que tiveram a doença uma vez a não terão de novo, como em geral acontece. Saber isso é chave nesse debate. Os anticorpos são uma espécie de memória de batalha do nosso corpo contra um invasor. Em geral, a gente o derrota uma vez e não se esquece como faz isso. O problema é que essa imunidade nem sempre ocorre ou é completa. O sarampo tem, por exemplo, a capacidade de fazer o corpo se esquecer de como o combater. Por outro lado, a grande maioria das autoridades e de especialistas defende que a falta de dados não permite tirar conclusões precipitadas que podem levar ao colapso do sistema de saúde, mesmo que todo esse confinamento gere enormes custos econômicos. Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Para esse segundo grupo, não se trata de um cenário hipotético baseado em modelos matemáticos, mas da realidade, e equívocos aqui podem levar à morte de milhares ou milhões de pessoas. Ou seja, uma "gripezinha" seria capaz de lotar hospitais ao redor do mundo de uma forma sem precedentes na história recente. Não há até o momento qualquer remédio, vacina ou certezas sobre o novo coronavírus. Por isso, o mundo tem se isolado para evitar que as pessoas transmitam a doença entre umas para as outras e que muita gente fique doente ao mesmo tempo, impedindo que o sistema de saúde tenha a capacidade de atender todo mundo. Anticorpos podem influenciar debate Foto mostra novo exame de sangue para detectar anticorpos à Covid-19 em um laboratório em Los Angeles, na Califórnia, no dia 26 de março. Alan Devall/Reuters Há então como sair desse impasse? Ou essa situação de confinamento durará meses ou até anos? Bem, uma saída que vem sendo discutida em alguns lugares do mundo, principalmente no Reino Unido, é o teste sorológico massivo e controlado, feito a partir de amostras de sangue, para encontrar nas pessoas anticorpos ligados ao novo coronavírus. Diversos países estão desenvolvendo e investindo nesses testes, entre eles o Brasil. Especialistas ressaltam que é essencial que essas análises sejam seguras e confiáveis, sem falsos positivos ou falsos negativos, que poderiam ter consequências catastróficas, como expor à contaminação alguém que acredite falsamente que está imune. O governo britânico decidiu comprar 3,5 milhões de unidades destes testes. A estratégia pode envolver enviar esse material para a casa de habitantes selecionados a fim de tentar descobrir de fato quantas pessoas contraíram o vírus sem saber. Há uma pequena parcela de pesquisadores que estima que o número de pessoas infectadas que podem já ter adquirido imunidade pode ser dez, cem, mil vezes maior. Ou que a doença mata uma pessoa a cada cem, uma a cada mil ou uma a cada dez mil, como uma gripe. Para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o resultado desse experimento pode vir a representar uma grande virada na estratégia de combate à pandemia. Se descobrirmos que a maioria da população já teve contato com o vírus, as medidas de distanciamento social poderiam até ser flexibilizadas ou extintas. Em última instância, no cenário mais otimista, isso poderia levar à reabertura de lojas, escolas e locais de trabalho, por exemplo. Para se ter uma ideia, pesquisadores de Oxford estimaram em um exercício teórico que até metade do Reino Unido já pode contraído o vírus. Mas isso é apenas uma hipótese. Só esses testes massivos e controlados com anticorpos poderão esclarecer isso. Esses testes sorológicos são importantes também para as equipes de saúde serem monitoradas constantemente e evitar que elas contaminem outras pessoas ou sejam contaminadas. E se esse experimento não encontrar um percentual expressivo de pessoas com anticorpos? Isso não deixa de ser uma informação extremamente relevante também. Caso se confirme essa hipótese, teremos ainda mais certezas sobre: a importância do distanciamento social para evitar a disseminação da doença e todas as medidas de higiene recomendas, como lavar as mãos com sabão por ao menos 20 segundos; o investimento e a mobilização inédita em testes clínicos para encontrar possíveis tratamentos, já que nenhum até agora foi aprovado para esse fim; e de que o desenvolvimento de uma vacina é essencial, algo que pode levar no mínimo mais um ano, já que é preciso garantir também que ela funcione e não tenha o efeito contrário, de nos deixar mais vulneráveis ao vírus. Initial plugin text

Ricardo Paes de Barros avalia, no entanto, que país tem de melhorar sua rede de comunicação para identificar quais pessoas são mais prejudicadas economicamente e socialmente pelo vírus. Um dos criadores do programa Bolsa Família, o economista Ricardo Paes de Barros avalia que o Brasil tem os recursos necessários para ajudar a população mais afetada a superar a crise do coronavírus. O economista afirma, no entanto, que o país tem de melhorar a sua rede de comunicação para que o governo consiga focar suas medidas nas pessoas mais prejudicadas economicamente e socialmente pelo vírus. "Nós precisamos ter um novo sistema de informação que seja capaz de identificar quem são as pessoas que estão sendo afetadas e que precisam de ajuda. O país é suficientemente rico para garantir ajuda para essas pessoas", diz Paes de Barros, também professor do Insper. Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Ricardo Paes de Barros, professor do Insper Sérgio Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo A seguir os principais trechos da entrevista. A crise atual tem aspectos sérios na saúde e na economia. Como lidar com ela? Em primeiro lugar e, sem dúvida alguma, nós temos de proteger as pessoas. Em segundo lugar, temos que garantir o mínimo (de recursos) para todo mundo. Coronavírus: Câmara aprova projeto que prevê R$ 600 por mês para trabalhador informal Como garantir o mínimo para todo mundo? Para garantir o mínimo a todo mundo, é preciso saber quem são as pessoas que estão sendo mais afetadas por este evento (coronavírus). Como ele era imprevisível, a gente não necessariamente tem os mecanismos governamentais para identificar os brasileiros que estão sendo mais atingidos. Nós precisamos ter um novo sistema de informação que seja capaz de identificar quem são as pessoas que estão sendo afetadas e que precisam de ajuda. O país é suficientemente rico para garantir ajuda para essas pessoas. Como criar toda essa rede de informação? Nós precisamos do apoio das instituições comunitárias idôneas e do nosso serviço de assistência social, com o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) funcionando de tal maneira que ele possa informar para municípios, estados e governo federal exatamente em quais locais estão as necessidades e qual é a magnitude de cada uma delas. É uma guerra contra o vírus e nós precisamos de informação local para poder direcionar a ajuda melhor. O governo tem anunciado algumas medidas de ajuda, como uma renda para trabalhadores informais. Qual é a sua avaliação dessas medidas? O que o governo está tentando fazer é uma ajuda meio generalizada, mas é uma boa ideia. Na falta de informação, é melhor ajudar todo mundo do que ser muito seletivo em um primeiro momento. Na medida em que isso for durar meses e, para gente conseguir lidar com essa crise no médio prazo, daqui a dois, três, quatro meses, nós temos que crescentemente ter mais informação sobre em quais locais estão as pessoas mais vulneráveis. O país pode partir para mais uma frente. Mitigar os efeitos da crise tem a ver com a saúde pública, mas também tem a ver com que as pessoas consigam trabalhar o máximo possível, de uma maneira segura, dentro dos padrões que a saúde acha que são adequados. Todo mundo está precisando de ajuda, logo nós temos de trabalhar mais para ajudar todo mundo. O momento é importante para gente ter frentes de trabalho público, por exemplo. Governo anuncia R$40 bi para financiar salário do trabalhador de pequena e média empresa Como isso pode ser feito? Nas comunidades mais pobres, vamos precisar de apoio para manter a limpeza dessas áreas e ajudar a população mais idosa. Ou seja, uma série de serviços, de atividades, que a gente não dava muita atenção no nosso dia a dia até esse evento. E isso significa mais empregos. A única instituição capaz de contratar estes trabalhadores é o governo. O governo deveria criar frentes de trabalho voltadas para enfrentamento e atendimento da população. Nós temos vários trabalhos produtivos a serem feitos. O mais importante deles é alimentar o setor público com informação de qualidade sobre o que realmente está acontecendo em cada comunidade. Com isso, nós vamos ser capazes de enfrentar o desafio (da crise). A gente não pode estar mal informado sobre o que acontece em cada local, da mesma maneira que a saúde pública não pode estar mal informada de quem tem ou quem não tem o vírus. Ricardo Paes de Barros, professor do Insper Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo Há muita comparação em relação aos benefícios que outros países, sobretudo os da Europa, estão oferecendo para a população. No combate à pobreza, os nossos sistema são bem diferentes. Primeiro, o Brasil tem uma característica habitacional da população pobre com uma qualidade muito inferior a de qualquer país europeu. Nas comunidades mais pobres, a questão de isolamento, limpeza e higienização vai ser muito mais complicada do que na Europa. E nós temos um número de pessoas invisíveis para o estado, que é completamente diferente do sistema europeu. Temos um grau de bancarização, de inclusão financeira, muito menor. A capacidade do Brasil de se comunicar financeiramente e eletronicamente com as famílias é pior. Os nossos pobres vão sentir mais, logo temos de ter mais cuidado com a economia porque existe uma quantidade de pessoas que não está nos nossos cadastrados e que vai sofrer com esse evento. O Brasil tem registrado uma piora da desigualdade. Qual pode ser o impacto dessa crise? É difícil prever o que vai exatamente acontecer com a desigualdade. Neste momento, talvez, as áreas mais ricas do Brasil estão sendo mais afetadas do que as mais pobres. O que a gente tem de se preocupar é com as garantias das necessidades básicas de todo mundo, de que todos os brasileiros tenham as suas necessidades básicas satisfeitas. Essa é uma crise que pode levar para a pobreza pessoas que estavam fora dela ou dos registros de famílias pobres. Portanto, a gente precisa que os nossos sistemas de informações da assistência social e da saúde estejam muito casados com as organizações comunitárias e que sejam capazes de informar em quais locais estão os problemas. O governo vai ter de gastar nesta crise. Qual é o tamanho da restrição fiscal do país? Toda vez que o governo pega algum recurso emprestado e aumenta a sua dívida pública ele está colocando uma carga nas gerações futuras. Este é o momento em que as gerações futuras, embora não estejam presentes, não vão se importar de que parte desse custo recaia sobre elas. Tenho certeza. E é para isso que o governo existe, para administrar essas transferências intergeracionais. Eu acho que o futuro do Brasil é de um país muito mais rico e, portanto, não vejo nenhum problema neste momento de o país tomar emprestado das gerações futuras o quanto for necessário para lidar com essa crise. Obviamente que isso tem de ser feito da maneira mais eficiente possível. Initial plugin text

Lavar as mãos e manter a higiene pessoal e da casa são algumas das principais medidas para evitar a infecção respiratória. Lavar as mãos é uma das principais medidas para evitar a Covid-19 Carlos Poly Evitar aglomerações e lavar bem as mãos com água e sabão são as melhores formas de prevenir a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). E a recomendação do Ministério da Saúde para quem está com suspeita de infecção é: isolar-se em casa, num cômodo separado de outras pessoas. Mas, no Brasil, a pobreza extrema, a falta de saneamento básico e a precariedade das moradias são desafios para conter a expansão do vírus. Há dois pontos fundamentais que indicam as dificuldades do país no enfrentamento à pandemia do coronavírus: 31,1 milhões de brasileiros (16% da população) não têm acesso a água fornecida por meio da rede geral de abastecimento; 74,2 milhões (37% da população) vivem em áreas sem coleta de esgoto e outros 5,8 milhões não têm banheiro em casa. 11,6 milhões de brasileiros (5,6% da população) vivem em imóveis com mais de 3 moradores por dormitório, o que é considerado adensamento excessivo. Os números sobre condições de habitação são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outra pesquisa, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2018, também do IBGE, mostra que o país tem 13,5 milhões de pessoas na pobreza extrema (vivendo com até R$ 145 por mês). Já os números sobre o saneamento são de 2018 e foram divulgados no início de março pelo Instituto Trata Brasil, formado por empresas que atuam no setor de saneamento e proteção de recursos hídricos. Segundo o presidente-executivo do órgão, Édison Carlos, é possível afirmar que a situação continua a mesma da época em que os dados foram coletados. “Temos tido um avanço [no saneamento básico], mas é muito pequeno, principalmente em relação à água tratada, cuja oferta está estagnada há mais ou menos dez anos. O que o país tem investido em água tem coberto apenas o avanço demográfico, a expansão das cidades – mas não consegue atacar o déficit", afirma ele. O Ministério da Saúde já considera que há transmissão comunitária do novo coronavírus em todos os estados brasileiros. Isso significa não é possível rastrear qual a origem da infecção – e que o vírus circula entre pessoas que não viajaram para fora do país nem tiveram contato com quem esteve no exterior. "Como é que vai lavar as mãos se não tem água em casa?", questiona o presidente do Trata Brasil. Édison Carlos destaca que mesmo em lugares com abastecimento de água tratada muitas vezes recebem fornecimento é intermitente, ou seja, a população não conta com água tratada em tempo integral. Segundo ele, faltam dados precisos para informar exatamente quantos domicílios brasileiros recebem água tratada 24 horas por dia, sete dias da semana, sem interrupção. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus GRUPOS VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Sem água tratada o tempo inteiro A casa da recepcionista Carla Ponce no Grande Recife está há dias sem água, e a família teme o avanço da Covid-19 no estado Arquivo pessoal A recepcionista Carla Ponce, moradora do bairro do Mauriti, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, é uma dessas pessoas sem acesso a água tratada em tempo integral. Ela não tem água nas torneiras de casa desde a sexta-feira (20). Os pratos e as roupas se acumulam, mas a principal preocupação é a higienização dos moradores da residência. “Eu tenho um reservatório, mas está com menos de dois palmos. Estamos mais preocupados por causa da pandemia que está acontecendo”, afirmou em entrevista ao G1. Em Camaragibe, também no Grande Recife, a babá Ana Cláudia Santos enfrenta o mesmo cenário. "É desesperador, porque eu não posso deixar a minha filha para buscar água, e tenho que reaproveitar a água do banho dela para tomar banho ou para dar descarga”, diz ela, que é mãe de uma menina de 3 anos com um tumor cerebral e está sem água em casa há 13 dias. Reservatório de água da recepcionista Carla Ponce, que sofre com falta de água no Recife Arquivo pessoal Desigualdade social e regional Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, chama a atenção para o fato de que a população mais vulnerável social e economicamente é, também, a que enfrenta maior escassez de saneamento. "São pessoas que moram nas periferias das grandes cidades, em favelas, áreas de invasão, áreas rurais, no semiárido”, disse. Considerando dados do IBGE, dos cerca de 5,8 milhões de brasileiros que não têm banheiro em casa, 4,7 milhões são pretos ou pardos – e 4 milhões não têm sequer o ensino fundamental completo. O Nordeste – que até terça-feira (24) tinha 16% dos casos confirmados de coronavírus do país – tem a maior quantidade de gente sem fornecimento de água: são mais de 11 milhões de pessoas (37% de toda a população que não tem acesso à água). Já o Sudeste – que tem 58% dos casos de Covid-19 – tem índices melhores de saneamento básico, mas, ainda assim, são perto de 7 milhões de pessoas sem água (21% de toda a população brasileira sem fornecimento de água) e mais de 10 milhões sem coleta de esgoto (14%). Levando-se em conta apenas a população que não tem banheiro em casa, 60% vive na Região Norte do país – são 3,5 milhões de pessoas nesta condição. No Nordeste, estão 1,9 milhão, no Sudeste cerca de 250 mil e no Sul 22 mil. No estado de São Paulo, onde está concentrado o maior número de casos de Covid-19, são cerca de 33,4 mil pessoas vivendo em casas sem banheiro. Isso representa 0,1% de toda a população do estado, estimada em 45,5 milhões. “É muita gente, por se tratar do estado mais rico do país, com uma das maiores e melhores empresas de água e esgoto do mundo, que investe sozinha um quarto do que o Brasil investe em saneamento”, afirmou o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. Dicas de prevenção contra o coronavírus Arte/G1 *Colaborou Marina Meireles, do G1 PE. Initial plugin text

Valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 1,9%, a R$ 4,40, nesta semana. Preços dos combustíveis recuam na semana Marcelo Brandt / G1 Os preços dos combustíveis recuaram nos postos nesta semana, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (23) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda dos preços segue a tendência de redução do valor da gasolina e do diesel nas refinaria diante da queda da cotação do petróleo e da desaceleração global. De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 1,9%, a R$ 4,40, nesta semana. O preço do litro do diesel caiu 2,6% no período, para R$ 3,492. O preço do etanol recuou 2,7%, para R$ 3,139. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. Os preços, portanto, variam de acordo com a região. Preços nas refinarias Nesta sexta-feira, a Petrobras informou que vai reduzir o preço médio da gasolina em 5% e o do diesel em 3% nas refinarias a partir deste sábado (28). Segundo a estatal, o preço médio da gasolina passa a ser de R$ 1,08 por litro - o menor desde 31 de outubro de 2011. Foi a segunda redução no preço da gasolina esta semana, e a primeira no diesel. Na quarta-feira, o preço da primeira foi reduzido em 15% nas refinarias. Com isso, no acumulado do ano a redução do preço da gasolina é de 43,5%. Já no caso do diesel, é de 31,3%.

Valor será oferecido em dinheiro, em créditos publicitários na plataforma da empresa e em processamento nos serviços de computação em nuvem. Google doará o equivalente a US$ 800 milhões a empresas e organizações de saúde Arnd Wiegmann/Reuters O Google prometeu nesta sexta-feira alocar US$ 800 milhões para apoiar organizações de saúde e centros de pesquisa que respondem à pandemia de coronavírus. O valor também deve ajudar empresas afetadas pela crise. A ajuda será em dinheiro, créditos em publicidade e serviços de computação em nuvem, de acordo com o presidente do Google, Sundar Pichai. Desse total, US$250 milhões serão oferecidos em doações à Organização Mundial do Comércio e a mais de 100 organizações em todo o mundo que fornecem informações para interromper a expansão do coronavírus, segundo Pichai. Cerca de US$ 340 milhões serão disponibilizados para que pequenas e médias empresas publiquem anúncios na rede de publicidade do Google. Essas empresas estão entre as atingidas pelo isolamento, devido ao risco do vírus. "Esperamos que isso ajude a aliviar parte do custo de manter contato com seus clientes", disse Pichai em uma postagem na Internet. Um fundo comum global de US$ 20 milhões em créditos para os serviços de hospedagem em nuvem do Google também estará disponível para pesquisadores e instituições acadêmicas que exploram maneiras de combater a pandemia ou que estão rastreando dados críticos sobre sua disseminação. "Juntos, continuaremos ajudando nossas comunidades, incluindo empresas, educadores, pesquisadores e organizações sem fins lucrativos, a enfrentar os desafios futuros", disse Pichai. O Google trabalha há um mês com seus parceiros para aumentar a produção de equipamentos de proteção, como máscaras para profissionais de saúde. Os funcionários das divisões da Alphabet, incluindo Google, Verily e X, por sua vez, estão trabalhando em projetos, cadeia de suprimentos e assistência médica com fabricantes de equipamentos para aumentar a produção de respiradores hospitalares, necessários para manter vivos alguns pacientes com Covid-19, de acordo com Pichai.
Agência de classificação de risco reduziu o rating soberano do Reino Unido para de AA para AA-. A agência de classificação de risco Fitch cortou nesta sexta-feira (27) o rating soberano do Reino Unido para "AA-", de "AA", culpando um enfraquecimento significativo das finanças públicas do país devido ao surto de coronavírus e a uma postura de afrouxamento fiscal. A mudança de classificação ocorreu no dia em que foi divulgado que o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, testou positivo para o coronavírus, que infectou mais de 14.500 pessoas e matou 759 até a tarde desta quinta-feira no Reino Unido, um aumento de quase um terço em 24 horas. Boris Johnson está infectado com o novo coronavírus A agência manteve a perspectiva "negativa" para a nota do país.

Pacote tem o objetivo de inundar a economia com dinheiro em uma tentativa de conter o impacto da epidemia. Trump promulga pacote de US$ 2 trilhões para aliviar impactos do coronavírus na economia nesta sexta-feira (27). REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou nesta sexta-feira (27) o pacote de US$ 2 bilhões que tem o objetivo de aliviar os impactos do surto de coronavírus na economia norte-americana. "Quero agradecer aos democratas e republicanos por se unirem e colocarem os EUA em primeiro lugar", disse o presidente Trump, pouco antes de assinar a maior iniciativa federal de intervenção econômica da história do país. Aprovado pelo Congresso, o pacote de ajuda é o maior da história dos EUA. O valor equivale a aproximadamente R$ 10,2 trilhões representa um montante maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em valores correntes, que em 2019 totalizou R$ 7,3 trilhões. Trump assina pacote trilionário de ajuda à economia americana, O pacote tem o objetivo de inundar a economia com dinheiro em uma tentativa de conter o impacto da epidemia. Os Estados Unidos se tornaram o novo epicentro da crise, com mais de 1,3 mil mortes. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas O que está previsto O pacote prevê remuneração direta à maioria dos americanos, ampliação de benefícios de seguro-desemprego, dinheiro para estados e um programa para pequenas empresas poderem remunerar funcionários que precisam ficar em casa para conter o contágio do coronavírus no país. Entre outras provisões, segundo a agência Reuters, o plano inclui: US$ 500 bilhões para fundo voltado a ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia similar para pagamentos diretos de até US$ 3 mil para milhões de famílias dos EUA US$ 350 bilhões para empréstimos a pequenas empresas e 250 bilhões para auxílio-desemprego US$ 100 bilhões para hospitais e sistemas de saúde, junto com dinheiro adicional para outras necessidades ligadas a saúde US$ 150 bilhões para ajuda a governos locais e estatais para combaterem o surto Initial plugin text

Objetivo é fortalecer estrutura de urgência e emergência para enfrentamento do novo coronavírus. Salários variam de R$ 3,5 mil a R$ 6 mil, mas médicos têm outros benefícios. O Hospital Ouro Verde, em Campinas Fernanda Sunega / Prefeitura A Rede Mário Gatti, em Campinas (SP), abre nesta segunda-feira (30) o período de inscrições para um processo seletivo emergencial para contratar 210 profissionais da área de saúde. O objetivo é fortalecer a estrutura de urgência e emergência no enfrentamento contra o novo coronavírus e as inscrições devem ser feitas até o dia 3 de abril pelo site da instituição, onde está disponível edital. A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou até a tarde desta sexta-feira 19 casos confirmados e 489 suspeitos, enquanto outros 59 já foram descartados. Coronavírus: veja perguntas e respostas MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil A expectativa da administração é contratar 40 vagas médicos (clínico geral), 26 enfermeiros, 30 fisioterapeutas e 114 técnicos em enfermagem. Os salários variam de R$ 3.528,20 a R$ 6.002,58, mas no caso dos médicos haverá também pagamento de prêmio produtividade e adicional emergencial. Os contratos são válidos por um ano e os profissionais serão direcionados para os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, além do Samu e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) São José, Anchieta, Carlos Lourenço e Campo Grande, informou a assessoria da rede. Veja aqui o edital do concurso Critérios A contratação pelo município é feita com base em lei aprovada em 2019. Em nota, a Rede Mário Gatti informou que a classificação dos candidatos será feita com base na soma dos títulos apresentados. "Os candidatos serão convocados respeitando a ordem de classificação, por meio de publicação no site da Rede. No caso de empate na pontuação, serão utilizados os seguintes critérios: maior número de filhos menores de 14 anos, maior período de desemprego ou por sorteio", informa texto. Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
O conjunto de ações inclui a criação de um benefício temporário de R$ 450 para as famílias de baixa renda, zerar a fila do Bolsa Família e reajustar os benefícios do programa social em cerca de 29%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propôs, em estudo, nesta sexta-feira (27) medidas para proteger a população mais vulnerável do país em meio aos impactos da disseminação do coronavírus sobre a economia. O conjunto de ações sugeridas inclui a criação de um benefício temporário de R$ 450 para as famílias de baixa renda, zerar a fila do Bolsa Família e reajustar os benefícios do programa social em cerca de 29%. Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC O estudo, feito a pedido do Ministério da Economia, é assinado pelos pesquisadores Luís Henrique Paiva, Pedro Ferreira de Souza, Letícia Bartholo e Sergei Soares. Segundo eles, essas medidas aumentariam em R$ 68,6 bilhões os gastos com transferências assistenciais pelo governo federal, em 2020. Confira as medidas propostas: 1. Benefício temporário de R$ 450 Criação de um benefício mensal de R$ 450,00, durante um período de seis meses, para todas as famílias com dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) que tenham renda familiar per capita (por pessoa) inferior a meio salário mínimo, ou seja, de R$ 522,50. Essa benefício poderia ser estendido aos beneficiários do Bolsa Família. Com isso, 30% da população mais vulnerável do país poderia ter acesso a algum nível de proteção contra a crise associada à Covid-19. 2. Zerar a fila e reajustar o Bolsa Família O Ipea recomenda zerar a fila do Bolsa Família e incluir 1,7 milhão de famílias habilitadas a receber os repasses. Além disso, propõe o reajuste permanente dos pagamentos e das linhas de elegibilidade do programa em aproximadamente 29%. O Bolsa Família atende famílias em situação de extrema pobreza (renda per capita de até R$ 89 por mês) e de pobreza (renda per capita de até R$ 178 mensais). Os autores do estudo propõem que as linhas de elegibilidade sejam reajustadas para, pelo menos, R$ 115 e R$ 230, respectivamente. Impactos das medidas Caso seja adotada na folha de pagamentos do mês de abril e estendida até o final do ano, a decisão de zerar a fila do Bolsa Família teria um impacto de R$ 2,24 bilhões no orçamento federal, ou menos de 10% de aumento frente à situação atual. "O fundamental é partir da estrutura que já construímos para atender de imediato às famílias mais pobres. Caso contrário, o risco é de só conseguirmos operacionalizar o benefício tarde demais. Além disso, nossas simulações também mostram que é possível garantir uma renda mínima para as famílias vulneráveis com custos relativamente baixos, considerando a gravidade da situação", afirmou um dos autores da pesquisa, Pedro Ferreira de Souza, do Ipea. Segundo o Ipea, o custo total com transferências (incluindo os meses de janeiro a março) subiria de 0,4% para algo entre 0,8% e 1,4% do PIB. O estudo também ressalta que 39 países já utilizam alguma forma de transferência de renda como parte das respostas à Covid-19, alcançando pobres, trabalhadores autônomos, idosos e crianças. “A cada dia, mais países adotam transferências de renda como parte da resposta à Covid-19, o que sinaliza o potencial que essa medida tem de funcionar no Brasil”, pondera o pesquisador Luís Henrique Paiva.
Painel será religado dia 1º de abril. Para a ACSP, é preciso recalcular dados porque a economia crescerá menos e a receita vai diminuir. O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi desligado nesta sexta-feira (27), às 18 horas. O medida tem o objetivo de adaptar o painel a novos parâmetros, diante dos impactos na economia provocados pelo novo coronavírus (Covid-19). “Será preciso recalcular os dados do impostômetro porque a economia vai crescer menos e, consequentemente, a arrecadação diminui. Isto é, da mesma forma que as empresas terão seu faturamento afetado, o governo também sentirá os mesmos efeitos na arrecadação de impostos”, diz Alfredo Cotait, presidente da ACSP. Para ele, o Impostômetro precisa ser reajustado para que reflita a nova realidade tributária brasileira, tendo em vista o cenário impactante da pandemia de coronavírus, no qual a arrecadação terá queda abrupta sem a alta contribuição empresarial. Com cálculo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o Impostômetro da ACSP deverá ser religado no dia 1º de abril, às 10 horas, já sistemicamente ajustado.

Os contratos do Brent para maio encerraram a semana a US$ 24,93 o barril, em desvalorização de 5,35% e os do WTI para janeiro recuaram 4,82%, a US$ 21,51 o barril. Os contratos futuros do petróleo voltaram a desabar nesta sexta-feira (27) e terminaram a sessão nos menores níveis desde o início do século. Os investidores seguem monitorando o avanço da propagação da pandemia de coronavírus pelo mundo, com governos adotando a medidas de distanciamento social, o que enfraquece a demanda global pela commodity. Com isso, as referências do petróleo registraram a quinta semana consecutiva de queda. Os contratos futuros do Brent para maio encerraram a semana negociados a US$ 24,93 o barril, em desvalorização de 5,35% na ICE, em Londres. Já os preços do West Texas Intermediate (WTI) para janeiro recuaram 4,82%, a US$ 21,51 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação No acumulado da semana, as quedas foram de 7,26% e 3,03%, respectivamente. Foi o menor valor de fechamento para o WTI desde fevereiro de 2002. "O coronavírus está interrompendo a atividade econômica global muito mais do que havíamos pensado anteriormente. Como resultado, agora, esperamos que a demanda global de petróleo caia 6,5% em 2020, para pouco menos de 94 milhões de barris por dia”, afirmou Samuel Burman, economista assistente de commodities da Capital Econômica. Para o petróleo, "o foco continua no lado da demanda do mercado, com a expectativa de que a demanda por petróleo estenda seu declínio a um recorde nas próximas semanas, à medida que um número crescente de países implementa medidas de bloqueio", disse Robbie Fraser, analista de commodities da Schneider Electric. Segundo ele, até que a demanda comece a se recuperar, qualquer negociação entre a Arábia Saudita e a Rússia para restaurar os cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, “ou os esforços contínuos da Arábia Saudita para inundar o mercado, parecerão relativamente pequenos em comparação com o forte recuo de demanda ”, afirmou Fraser, em uma nota diária. Os atuais cortes na produção do OPEP + expiram no final deste mês. "Do ponto de vista econômico, a produção dos EUA e do Canadá está sob extrema pressão com os preços atuais e deve cair nos próximos meses", acrescentou. Nesta sexta-feira, a Arábia Saudita disse que o reino ainda não teve nenhum contato com Moscou sobre cortes na produção de petróleo ou na construção da aliança OPEP +, de acordo com a Bloomberg News.

Segundo levantamento da FGV, estímulos econômicos anunciados até agora representam 5% do PIB, ao passo que em outros países se aproxima de 20% do PIB. Governo anuncia linha de crédito a pequenas e médias empresas As medidas econômicas anunciadas pelo governo federal para proteger a população e empresas dos impactos da pandemia de coronavírus somam até o momento mais de R$ 365 bilhões. Apesar das cifras bilionárias, economistas ouvidos pelo G1 apontam que são tímidas em relação às adotadas em outros países. Diante do risco de o país voltar a ter uma recessão e uma vez que a crise tende a ser duradoura, com impactos profundos na renda dos brasileiros e receitas das empresas, os especialistas alertam que as medidas e o volume de recursos anunciados são insuficientes para proteger a economia e os cidadãos. Levantamento do economista Manoel Pires, do Observatório de Política Fiscal da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que os estímulos econômicos anunciados até agora pelo governo Bolsonaro representam 5% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Mas descontadas as medidas de crédito – empréstimos que o governo está facilitando, mas que as empresas terão que pagar de volta no futuro – , o valor cai para R$ 228 bilhões, ou o equivalente a 3,1% do PIB. Na Alemanha, os gastos do governo para enfrentar a crise do coronavírus já atingiram 35% do PIB, na Espanha e no Reino Unido, 17%, na França, 15%, e nos EUA já se aproxima de 10%, segundo o levantamento. Nos Estados Unidos, governo e parlamentares chegaram a um acordo para um pacote de ajuda de mais de US$ 2,2 trilhões. Medidas covid-19 Economia G1 O cálculo já considera, inclusive, o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados, que prevê o pagamento de R$ 600 a trabalhadores informais por 3 meses e a nova linha de crédito emergencial de R$ 40 bilhões para pequenas e médias empresas, anunciada nesta sexta-feira. Esse pagamento aos informais, estimado em R$ 45 bilhões, é a maior despesa em 'dinheiro novo' entre as medidas anunciadas. Ainda assim, representa apenas 0,62% do PIB, segundo o estudo de Pires. Quem deve ter direito e como deve funcionar o auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais Veja perguntas e respostas sobre a linha de financiamento para pagar salário de trabalhadores Medidas Antecipações Entre as principais medidas voltadas para a população mais pobre, está a antecipação do pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS e a antecipação do pagamento do abono salarial. Embora bem vindas agora, essas medidas terão que ser compensadas adiante, já que não haverá dinheiro novo. Adiamentos Para os empregadores e empresas, o governo vai adiar, por três meses, os recolhimentos ao FGTS e o pagamento do Simples. Uma vez retomadas as atividades, esses pagamentos precisarão ser feitos. Remanejamento de recursos Sem precisar gastar mais, apenas remanejando recursos de outras áreas, o governo também anunciou que vai reforçar o Bolsa Família em R$ 3,1 bilhões, e permitir novos saques do FGTS (R$ 21,5 bilhões) Crédito A parcela mais significativa das medidas anunciadas pelo governo até agora são na facilitação do crédito. Ainda pendente de oficialização, está a liberação de R$ 40 bilhões em crédito a pequenas e médias empresas, para o pagamento de salários de trabalhadores com carteira assinada por dois meses. Por meio do BNDES, também foram anunciadas linhas de crédito para reforçar o caixa das empresas, incluindo R$ 5 bilhões para micro, pequenas e médias. Novas despesas Já as novas despesas se concentram principalmente no auxílio mensal a trabalhadores, que vai pagar R$ 600 por mês durante três meses a informais, desempregados e MEIs com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. O projeto de lei que institui a ajuda ainda precisa ser aprovado no Senado. Veja a LISTA de medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Maia diz que ajuda do governo para empresas é 'tímida' e 'não vai resolver nada' Veja abaixo o resumo das medidas anunciadas até agora, e o que elas representam em termos de percentual do PIB. Medidas econômicas anunciadas pelo governo federal Economia G1 Governo precisa fazer mais Para economistas ouvidos pelo G1, porém, o governo federal precisa fazer mais, tanto em termos de oferta de crédito como também em termos de gasto público. Eles destacam que, historicamente, as maiores crises do planeta só foram resolvidas com muito dinheiro de cofres públicos. "Tem que ser muito mais agressivo. O que estamos dando é um espirro perto do que está sendo feito no mundo, e a queda do PIB aqui será tão gigantesca quanto. O governo precisaria intensificar muito mais os esforços", afirma Paulo Gala, diretor-geral da Fator Administração de Recursos e professor da FGV. Para Pires, o valor anunciado até o momento é insuficiente. Ele destaca ainda que, considerando que muitas ações se referem a antecipações de despesa, o total em medidas de ajuda é ainda menos expressivo. Se for considerado apenas o dinheiro novo, o montante a ser efetivamente desembolsado pelo governo, além da previsão orçamentária, soma R$ 117,3 bilhões, ou 1,6% do PIB. "Boa parte desses valores não é dinheiro novo, não muda o fluxo de renda das pessoas ao logo do ano. Só está suavizando um pouquinho agora, para depois ter o efeito compensação no segundo semestre", explica. O que mais pode ser feito Além do desafio de acelerar a implementação das medidas já anunciadas, há também a necessidade, de acordo com os economistas, de ampliar o rol e abrangência das medidas. "O governo poderia, em linha com medidas adotadas por muitos países, dispensar temporariamente da contribuição previdenciária os trabalhadores, digamos, que ganham até 3 salários mínimos. No caso das empresas, as medidas de apoio, como a de ampliação da liquidez dos bancos e da redução das exigências de capital mínimo, podem tornar-se inócuas. Os bancos perceberão a elevação dos riscos de conceder novos empréstimos e se retrairão, o que implicará o empoçamento dos recursos", afirma o ex-ministro da Economia, Maílson da Nóbrega. Segundo os economistas, são necessárias mais medidas como a anunciada nesta sexta-feira para pequenas e médias empresas, na qual 85% da linha de crédito será coberta pelo Tesouro Nacional. "As empresas estão tentando acessar crédito, mas as taxas estão muito altas. Os bancos não sabem quanto tempo as empresas vão ficar fechadas, então o risco é enorme", afirma Pires. Entre as alternativas para facilitar o acesso ao crédito, os economistas sugerem, por exemplo, a criação de um fundo de garantia governamental que assumiria a dívida em caso de inadimplência. Socorro à população mais vulnerável Na visão de vários economistas e parlamentares, é hora de o governo Bolsonaro gastar de forma que toda a população, sobretudo os mais necessitados, também possam ser cobertos pelo socorro governamental. Para Carlos Honorato, consultor econômico e professor da FIA e Saint Paul, o governo precisa ser mais rápido na liberação de auxílio para trabalhadores e empresas. “Infelizmente deixar a questão da paralisação para uma ‘solução de mercado’ gerará uma enorme quebra de empresas, desemprego em massa, liquidez empossada nos bancos com caixa e uma depressão econômica”, alerta. Para o economista, até mesmo o auxílio de R$ 600 por mês para informais é um valor abaixo do ideal. “Alguns levantamentos de renda média do brasileiro pelo IBGE e IPEA sugerem que a renda dos informais é maior que isso, pelo menos cerca de R$ 1000. Esse valor vai prover o básico em termos de alimentação desde que ações relacionadas a adiamento de pagamentos e de corte de água e luz também sejam efetivadas”. Mercado prevê recuo do PIB em 2020 por causa do coronavírus e economistas defendem mais gasto público De acordo com Gala, uma medida de execução rápida e que facilitaria a ajuda aos mais vulneráveis seria ampliar e "turbinar" os programas de assistência social já existentes como Bolsa Família e seguro-desemprego. "Tem uma questão logística e operacional de como achar essas pessoas e cadastrar. Ninguém vai fazer fila agora para se cadastrar em programa social. Tem que usar o que a gente já tem e que já está funcionando", observa. Se o PIB realmente retornar a contrair, o desemprego, que já afeta quase 12 milhões de brasileiros, irá fatalmente aumentar. E com o isolamento – que é necessário para combater a propagação do vírus – milhões de trabalhadores informais ficarão sem renda. Por isso, os economistas afirmam que o governo Bolsonaro tem o poder de agir para proteger os cidadãos das consequências econômicas da pandemia. "Não vejo como enfrentar a crise sem gastar mais. A experiência mostra que o Estado cresce muito em situações de guerra ou de crises sanitárias como a atual. Seria tolice pensar em Estado mínimo neste momento", afirma Maílson. O economista lembra que, por conta da decretação do estado de calamidade, o governo pode solicitar do Congresso a aprovação de créditos extraordinários para financiar a expansão dos gastos públicos, sem ter que alterar a regra do teto de gastos. "É preciso, todavia, fazer que com esses gastos adicionais sejam temporários e não se incorporem aos usos e costumes. Haverá um aumento do déficit público, do endividamento do Tesouro e da relação dívida/PIB. Isso não acarretará maior problema de avaliação de risco pelo mercado, desde que se perceba a transitoriedade das despesas adicionais e se retome o esforço de consolidação fiscal que estava em curso anteriormente", acrescenta.

Estados Unidos superaram China e Itália como o país com mais casos de coronavírus. As principais bolsas de valores de Wall Street tiveram fortes quedas nesta sexta-feira (27), encerrando uma sequência de três dias de fortes altas, após dúvidas sobre o destino da economia norte-americana ressurgirem e o número de casos de coronavírus no país aumentar. O índice Dow Jones recuou 4,06% nesta sexta, terminando em 21.636,78 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 3,37%, para 2.541,47 pontos. O Nasdaq retraiu 3,79%, para 7.502,38 pontos. Os Estados Unidos superaram China e Itália como o país com mais casos de coronavírus. O número nos EUA passou de 85 mil, com mais de 1.200 mortes. Wall Street não se convence com corte emergencial de juros do Fed, e bolsas dos EUA caem nesta terça-feira (3) Brendan McDermid/Reuters O mercado acionário dos Estados Unidos aprofundou as perdas ao final da sessão, mesmo depois de a Câmara dos Deputados aprovar um pacote de ajuda de US$ 2,2 trilhões - o maior da história norte-americana-- para auxiliar pessoas e empresas a lidar com uma crise econômica causada pelo surto do coronavírus e fornecer urgentemente aos hospitais suprimentos médicos. Muitos investidores acreditam que há um grande risco de o mercado cair profundamente novamente, conforme o número de infecções por coronavírus aumenta e mais pessoas morrem. "A próxima semana vai depender do que acontecer no fim de semana", disse Lindsey Bell, estrategista-chefe de investimentos da Ally Invest. "Se houver uma grande aceleração no fim de semana de casos de coronavírus em Nova York e em outros estados e o sistema hospitalar continuar lotado, acho que será uma semana difícil para o mercado."

Bandeira verde, em vigor desde fevereiro, indica que não há cobrança extra nas faturas. Com chuvas e queda de consumo, geração segue concentrada nas hidrelétricas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (27) que, em abril, a bandeira tarifária continuará verde. A cor indica que não haverá taxa extra na conta de luz. A bandeira verde já tinha sido aplicada em janeiro e março, e vai vigorar pelo terceiro mês consecutivo. Isso indica, de modo geral, que o Brasil está dependendo pouco das usinas termelétricas, mais caras, para atender à demanda por energia elétrica. Segundo a Aneel, em abril, a previsão é de "manutenção da condição hidrológica favorável”. Com as chuvas, fica mantida a grande participação das hidrelétricas (de menor custo) na geração de energia. Efeito do coronavírus Aneel proíbe cortes de luz por falta de pagamento A Aneel informou ainda que o consumo de energia deve cair, em abril e maio, por conta das medidas de combate à propagação do coronavírus. Apesar das críticas do presidente Jair Bolsonaro, a maior parte do país vem adotando estratégias de quarentena e restrições de transporte, o que diminui o consumo de indústrias e do setor de serviços. Essa previsão, segundo a Aneel, influenciou o preço da energia no mercado de curto prazo – o que, por consequência, também influencia na definição da bandeira tarifária. O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo de geração de energia. O objetivo é informar aos consumidores quando esse custo aumenta, e permitir que eles reduzam o uso para evitar pagar uma conta de luz mais cara. Aneel propõe redução de até 22% nos valores das bandeiras tarifárias Bandeiras tarifárias Juliane Monteiro/Arte G1

Ex-ministro da Fazenda, Eduardo Guardia: ‘Não precisa mudar lei, mas salvar empresas’ Responsável por coordenar a resposta econômica à greve dos caminhoneiros, a mais recente crise que impactou o crescimento do Brasil, o ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia vê como fundamental para as lideranças do país ter foco e coordenação para que a ajuda para o enfrentamento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus chegue na ponta, para empresas e para a população, de maneira rápida. Em conversa com o blog, Guardia diz que a expansão fiscal é inevitável, mas a transparência nos gastos, e a garantia de que eles serão temporários, pode fazer com que a recuperação econômica do país seja menos penosa. Lado a lado com gastos urgentes para lidar com a crise na saúde e na economia, o ex-ministro vê a aprovação da PEC Emergencial, que está no Congresso, como um sinal de que há compromisso com a situação fiscal do país no médio e longo prazo. Qual a receita para o momento atual? É fundamental ter muito foco e coordenação das ações nesse momento. O objetivo aqui é conseguir reduzir impactos sociais econômicos e financeiros da grave crise, que tem origem numa pandemia. O fundamental é que a sociedade respeite as regras que estão sendo colocadas, mas o governo tem que se organizar para oferecer clareza e previsibilidade às empresas, sobre o que ele pode fazer pra ajudá-las, dar uma sinalização clara de como vai amparar essas famílias que estão sem renda. É um momento muito delicado que exige um esforço de coordenação muito grande não só do poder Executivo, mas do Legislativo e Judiciário também. Os números do pacote do governo impressionam. É suficiente? Mais do que números grandes, o que precisamos ver é quanto disso efetivamente vai chegar nas empresas, pequenas e medias, e na população. Ontem o Congresso aprovou aquela medida que vai beneficiar informais, mas é fundamental que a gente ande rápido, tenha senso se urgência e pense em medidas que chegue na ponta. O Brasil tem uma rede de proteção social que funciona. Tem bolsa família, BPC, auxílio desemprego, tem uma rede de hospitais que atinge toda população brasileira. Precisa usar essa rede e fazer o dinheiro chegar na ponta de maneira rápida. Eu gostaria de ver um pouco mais de agilidade e articulação entre poderes para medidas serem adotadas com mais celeridade. O gasto fiscal preocupa? É importante separar as ações relacionadas com esta crise atual. Em outras palavras, a expansão fiscal, seja qual for, tem que ser temporária e restrita ao combate desta grave crise e fazer com que recursos cheguem na população. Esse é o ponto central, não podemos criar despesas permanentes, como nós criamos na crise de 2008, em que a reposta do governo implicou aumento permanente do gasto público. Seria um erro. As instituições fiscais permitem isso, através de créditos extraordinários, sem mudar a lei do Teto dos Gastos, não precisa mudar Lei de Responsabilidade Fiscal, só precisa usar instrumentos que já se tem para responder a esta grave crise com despesas temporárias, que precisam ser mostradas de maneira muito transparente quais são e limitadas no tempo. O impacto fiscal vai ser o que for necessário pra gente mitigar esta crise. Desde que as despesas sejam temporárias, acho que a gente consegue lidar com expansão fiscal. O ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia Gustavo Raniere/MF Algum sinal pode ser dado de que há preocupação com a economia depois que a emergência de saúde passar? Nós infelizmente entramos nesta grave crise com situação fiscal já fragilizada, é importante que em paralelo se aprovem medidas que reforcem a nossa situação fiscal de médio e longo prazo. Estou me referindo à PEC Emergencial. Acho que se o governo responder rapidamente, o Executivo e o Legislativo, com medidas necessárias, e ao mesmo tempo, aprovando a PEC Emergencial, vamos dar resposta de compromisso com a consistência fiscal de longo prazo, sem fugir a nossa responsabilidade no curto prazo. Não há ambiente para falar de reforma tributária ou administrativa. Neste momento que a gente vai precisar usar instrumentos fiscais, em que expansão fiscal inevitável, tem que focar nisto. Em paralelo, eu insisto, aprovar a PEC Emergencial, que já está no Congresso, e que dará o recado necessário do compromisso com a situação fiscal de médio longo prazo. Não é o momento para tratar de temas complexos, mas eu coloco a PEC Emergencial numa categoria totalmente diferente. É ela que vai permitir que a gente possa avançar no fiscal de curto prazo sem criar impactos relevantes de médio longo prazo e portanto mercado saberá distinguir entre as ações temporárias de curto prazo do compromisso fiscal de médio e longo prazo. Bancos públicos, BNDES e Banco Central anunciaram medidas de crédito. Elas trazem alívio às empresas? Nesta situação que estamos vivendo de crise e de emergência, é razoável que se tenha uma linha de crédito amparada não só com “funding” do Tesouro Nacional, mas também com parcela de risco do Tesouro, para que este empréstimo, a ser concedido através dos bancos, possa chegar às empresas, sobretudo para pequenas e médias empresas. Ela permite fazer com que recurso chegue na ponta. Bancos não vão dar dinheiro, nem públicos nem privados, pra empresa que está para quebrar. O fundamental é monitorar as medida já anunciadas pra gente ter certeza que surtirão efeito. Não só discutir a medida, mas monitorar a eficácia. Já se pode ter uma ideia do impacto desta emergência do coronavirus na economia mundial? É prematuro falar em números. A discussão no mundo hoje é de quanto o PIB vai cair e de quanto o desemprego irá aumentar. É disso que se trata. É uma situação bastante dramática no Brasil e no mundo.
Ministro Alexandre de Moraes concedeu decisões favoráveis à liberação temporária do pagamentos dos débitos dos governos locais com a União e com bancos públicos federais. Nove estados conseguiram, até esta sexta-feira (27), decisões favoráveis do Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender as dívidas com a União e com bancos públicos em meio à crise causada pelo coronavírus. Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos pedidos, concedeu o benefício a Bahia, São Paulo, Paraíba, Paraná, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Acre. Ao apresentarem as ações na Corte, os estados alegam que as medidas de combate à doença vão gerar aumento no gasto público, ao mesmo tempo em que a arrecadação de impostos cairá durante as ações de isolamento e quarentena. O relator dos pedidos deixou claro que a suspensão dos débitos, por 180 dias, é para que os recursos poupados sejam aplicados em medidas locais de combate ao novo coronavírus. O município do Rio de Janeiro fez pedido semelhante - o relator é o ministro Luiz Fux, que ainda não decidiu sobre o caso. Valores Governadores de estados brasileiros decidem manter medidas de prevenção ao coronavírus O estado do Pernambuco disse que as dívidas de 2020 com a União e bancos públicos somam R$ 1,6 bilhão. Já Santa Catarina argumentou que vai precisar adiar, para conter o coronavírus, o pagamento de cerca de R$3,7 bilhões. A dívida da Bahia com a União é de R$ 5,3 bilhões. Já o Maranhão tem dívidas com bancos públicos que somam R$ 7,4 bilhões - para 2020, a previsão é de gasto de R$ 1,1 bilhão. O Paraná tem parcelas mensais a pagar de R$ 53 milhões - o valor total do débito atinge R$ 106 bilhões. São Paulo paga por mês aproximadamente R$ 1,2 bilhão para abater a dívida com a União. Já a Paraíba informou que tem a pagar, de abril a dezembro, R$ 193,2 milhões. Mato Grosso do Sul informou que tem parcelas a pagar de R$ 31,3 milhões por mês. Já o Acre paga mensalmente R$ 2,6 milhões à União e outros R$ 20,5 milhões a bancos públicos.
Auxílio será de até até 2.500 libras por mês e deve começar somente em junho. O governo britânico vai oferecer recursos para trabalhadores autônomos que perderam seus sustentos por conta do isolamento provocado pela pandemia do coronavírus, ampliando ainda mais um pacote de medidas sem precedentes na história do país para prevenir o colapso da economia.  No Brasil, Câmara aprova R$ 600 de auxílio a informais O ministro das Finanças, Rishi Sunak, que anunciou anteriormente que o Estado pagaria parte dos salários de empregados para evitar que as empresas os demitissem, estava sob pressão para oferecer garantias semelhantes aos 5 milhões de trabalhadores autônomos do Reino Unido.  Sunak disse que o governo britânico pagaria os autônomos que têm sido afetados diretamente pelo coronavírus uma verba tributável no valor de 80% dos vencimentos mensais médios nos últimos três anos, chegando a até 2.500 libras por mês (o equivalente a R$ 15,7 mil, na cotação desta sexta, 27). "Para todos os que são autônomos, e que estão ansiosos e preocupados com razão sobre os próximos meses: vocês não foram esquecidos, não os deixaremos para trás e estamos todos juntos nisso", disse o ministro, na sede do governo.  Porém, segundo ele, os trabalhadores informais terão de aguentar até meados de junho para que o sistema entre em funcionamento, e também precisarão esperar as autoridades fiscais.  Trabalhando em sincronia, o governo e o Banco da Inglaterra têm anunciado pacotes enormes de medidas para tentar atenuar o impacto da epidemia, cuja escala foi ressaltada por novos dados, que registraram um crescimento no número de mortos em mais de 100 para 578.

Aeronave sobrevoou Parque Harmonia pulverizando desinfetante à base de cloro. Teste faz parte de ações que buscam frear a proliferação da Covid-19 na Capital. Drone pulverizador é utilizado em teste para combater o avanço do coronavírus em Porto Alegre Reprodução/Prefeitura de Porto Alegre Uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura de Porto Alegre, Pacto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e diversas empresas de inovação começou a testar o uso de drones pulverizadores para frear o avanço da Covid-19 na Capital. Por enquanto, ainda não há previsão de adotar a pulverização de forma permanente, mas outros testes devem acontecer. O primeiro teste, realizado na última terça-feira (24), aconteceu no Parque Harmonia. Um drone com capacidade de carregar até 10 litros de desinfetante, sobrevoou a área pulverizando produto desenvolvido à base de cloro. “A vantagem dos drones é que são pequenos, mapeáveis, e sem pessoas expostas aos riscos”, explica o coordenador do Pacto Alegre, Luiz Carlos Pinto da Silva Filho. O produto aplicado foi produzido exclusivamente para a ação por uma equipe coordenada pela professora pesquisadora e engenheira química do Instituto de Química da UFRGS, Nadya Pesce. Segundo ela, o estudo foi direcionado para encontrar um produto específico de saneamento de locais com circulação pública. "A gente fez uma revisão bibliográfica e chegamos a conclusão que produtos à base de cloro teriam uma atividade interessante. Principalmente aqueles que se assemelham aos desinfetantes domésticos. Pois eles não liberam cloro gasoso ao ambiente", lembra Nadya. O objetivo da ação é que Porto Alegre saiba como operar a tecnologia, caso a cidade continue a registrar aumento no número de casos de coronavírus. A aeronave não tripulada seria usada em parques, áreas de difícil acesso, paradas de ônibus e locais com grande circulação. Segundo o boletim do estado, divulgado na quinta-feira (26), o Rio Grande do Sul tem 190 casos confirmados de Covid-19, em 43 cidades. Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text especialmente desenvolvido por equipe coordenada pela professora pesquisadora e engenheira química do Instituto de Química da UFRGS, Nadya Pesce.
Medida segue agora para a sanção de Donald Trump. Plano deverá auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde. A Câmara dos Deputados Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (27) um pacote de ajuda de US$ 2,2 trilhões -- o maior da história norte-americana -- para ajudar indivíduos e empresas a lidar com a crise econômica causada pelo surto de coronavírus e fornecer aos hospitais com necessidade urgente de suprimentos médicos. Na quarta-feira (25) à noite, o Senado já tinha aprovado, por unanimidade, o conjunto de medidas que deverá auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde. Agora o projeto segue para a sanção do presidente republicano Donald Trump. O texto aprovado é resultado de longas negociações entre senadores e Casa Branca. Trata-se de um pacote de ajuda num montante sem precedentes na história do país. O valor equivale a aproximadamente R$ 10,2 trilhões representa um montante maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em valores correntes, que em 2019 totalizou R$ 7,3 trilhões. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, chamou a medida de "maior pacote de resgate na histórica norte-americana", descrevendo-a como o "Plano Marshall" para hospitais e necessidades médicas, em referência ao programa financiado pelos EUA que ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial. O pacote tem o objetivo de inundar a economia com dinheiro em uma tentativa de conter o impacto da epidemia que matou mais de 900 pessoas nos Estados Unidos e infectou ao menos 60 mil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na terça-feira que está vendo "aceleração muito grande" em número de casos de coronavírus nos EUA, o que representa potencial para o país se tornar o novo epicentro da epidemia. O que está previsto O pacote prevê remuneração direta à maioria dos americanos, ampliação de benefícios de seguro-desemprego, dinheiro para estados e um programa para pequenas empresas poderem remunerar funcionários que precisam ficar em casa para conter o contágio do coronavírus no país. Entre outras provisões, segundo a agência Reuters, o plano deve incluir: US$ 500 bilhões para fundo voltado a ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia similar para pagamentos diretos de até US$ 3 mil para milhões de famílias dos EUA US$ 350 bilhões para empréstimos a pequenas empresas e 250 bilhões para auxílio-desemprego US$ 100 bilhões para hospitais e sistemas de saúde, junto com dinheiro adicional para outras necessidades ligadas a saúde US$ 150 bilhões para ajuda a governos locais e estatais para combaterem o surto Initial plugin text
Projeto que prevê o pagamento de R$ 600 ao mês, por três meses, já foi aprovado pela Câmara e está em tramitação no Senado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (27) que o benefício de R$ 600 para trabalhadores informais e autônomos, em função da pandemia do novo coronavírus, custará R$ 45 bilhões aos cofres públicos. O projeto que cria o auxílio foi aprovado pela Câmara e precisa agora passar pelo senado. Ele prevê que os informais receberão a ajuda por três meses. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal em agências lotéricas e até via celular, mas a data de início ainda não foi definida. A proposta de auxílio aos autônomos partiu do governo federal que, inicialmente, previa a transferência de R$ 200 ao mês. Depois de críticas, foi acordado com o Congresso o aumento do valor para R$ 600. Coronavírus: Câmara aprova projeto que prevê R$ 600 por mês para trabalhador informal Mais cedo nesta sexta (27), o presidente Jair Bolsonaro anunciou uma nova medida, desta vez para ajudar pequenas e médias empresas. Trata-se de uma linha de crédito de R$ 40 bilhões para financiar o pagamento do salário dos funcionários dessas empresas por um período de 2 meses. O anúncio ocorre após o aumento da pressão sobre Bolsonaro para que adote medidas semelhantes às vistas em outros países para facilitar ações como o isolamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir o crescimento no número de doentes pela covid-19. Bolsonaro tem dado declarações diminuindo os riscos do coronavírus e defendendo a redução das restrições ao movimento de pessoas e a volta ao trabalho devido aos prejuízos econômicos das medidas de isolamento. Economistas criticam falas do presidente Jair Bolsonaro Nesta sexta, o ministro da Economia afirmou que "duas ondas enormes avançam em direção ao Brasil", sendo a primeira a calamidade pública decorrente do impacto do novo coronavírus na saúde da população, que ameaça vidas. "E a segunda vem na esteira da primeira, pode ser uma enorme onda, dependendo de nossa reação. Ameaça nossos empregos, uma crise econômica como nunca sofremos antes", disse ele. Segundo Guedes, o presidente Bolsonaro não está diminuindo o tamanho do problema e da ameaça da primeira onda, relativa à saúde pública, mas apenas alertando que é preciso impedir a desorganização da economia brasileira. "Se nós não lembrarmos que precisamos continuar resistindo com a nossa produção econômica, também vamos ter aquele fenômeno em que todo mundo está com os recursos e as prateleiras estão vazias porque deixamos a organização da economia brasileira entrar em colapso", disse o ministro. De acordo com Guedes, "a determinação do presidente Bolsonaro é que não vão faltar recursos para defender as vidas, a saúde e os empregos dos brasileiros." O ministro disse ainda que, somando-se os R$ 45 bilhões em gastos com informais e autônomos, as despesas com os mais vulneráveis, incluindo a antecipação do 13º salário dos aposentados, e as medidas voltadas aos beneficiários do Bolsa Família, o investimento total do governo se aproxima de R$ 100 bilhões. Já se consideradas todas as medidas anunciadas pela área econômica, entre elas a liberação de compulsório, ações para pequenas e médias empresas, crédito por meio de bancos públicos e o pacote de ajuda aos estados e municípios, os investimentos, disse Guedes, são de cerca de R$ 700 bilhões em três meses. "Nos próximos três, quatro meses, esses R$ 700 bilhões vão entrar na economia brasileira para nos proteger contra esse choque da saúde que está se abatendo sobre o povo brasileiro", declarou.

O índice pan-europeu STOXX 600 começou o dia em queda de cerca de 2% e fechou em baixa de 3,3% após o anúncio do teste de Johnson. A Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, cujo índice acionário DAX é o mais importante da Europa continental Reuters As ações europeias fecharam no vermelho nesta sexta-feira (27), depois que parlamentares da União Europeia não concordaram sobre um pacote de apoio contra o coronavírus, enquanto o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que está infectado. O índice pan-europeu STOXX 600 começou o dia em queda de cerca de 2% e fechou em baixa de 3,3% após o anúncio do teste de Johnson. O declínio se seguiu a três dias de ganhos. Apesar da queda desta sessão, o STOXX 600 marcou sua melhor semana desde 2011. Com a maior parte da Europa sob quarentena devido ao vírus, uma recessão parece iminente. Na quinta-feira, parlamentares da UE prorrogaram em duas semanas o prazo para chegarem a um acordo abrangente sobre um pacote de resgate econômico, devido a uma disputa entre os países do sul da Europa, em dificuldades, e os do norte, fiscalmente conservadores. "Talvez o teste positivo de Boris tenha contribuído para a venda, embora isso fosse acontecer de qualquer maneira", disse Andrea Cicione, chefe de estratégia da TS Lombard. "O ponto principal é que a recuperação desta crise será muito mais lenta do que o consenso espera. E será ainda mais contida pelo alto nível de desemprego e falta de investimento." Veja como fecharam os principais índices da Europa: O índice FTSEurofirst 300 fechou em queda de 3,28%, a 1.223,66 pontos. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 5,25%, a 5.510,33 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 3,68%, a 09.632,52 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 4,23%, a 4.351,49 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 3,15%, a 16.822,59 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 3,63%, a 6.777,90 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,76%, a 3.942,86 pontos.
Governo propôs R$ 200, mas deputados federais decidiram por valor maior. Mães que forem chefes de família poderão receber em dobro. Projeto ainda tem que passar no Senado. A Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (26) um auxílio mensal de R$ 600 a trabalhadores informais por três meses em razão da pandemia do coronavírus. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber R$ 1,2 mil. O Congresso determinou um valor maior que o proposto pelo Executivo, que era de R$ 200, depois de articular com o governo. Para valer, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado, o que ainda não tem data para acontecer. Depois, seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Quando começa o pagamento? O governo federal ainda não informou a data de início do pagamento. Isso porque o benefício será criado por um Projeto de Lei (PL), que já foi aprovado pela Câmara, que aumentou o valor proposto, e ainda vai precisar ser analisado pelos senadores antes de entrar em vigor. Quem tem direito? Segundo o projeto de lei, o benefício será pago a trabalhadores informais, desempregados e MEIs. Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, todos os beneficiários deverão: ter mais de 18 anos de idade; tenham renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); tenham renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não tenham recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. É preciso estar inscrito no CadÚnico? O trabalhador de baixa renda não precisará estar inscrito no CadÚnico para receber o benefício – será necessário apenas cumprir com o limite de renda média. O CadÚnico vai auxiliar na verificação dessa renda para quem está inscrito – para que não está, a verificação será feita por meio de autodeclaração em plataforma digital. Ainda não foi informado como essa declaração será feita. Quem não tem direito? O auxílio não será dado a quem recebe benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família. No caso do Bolsa Família, o beneficiário poderá optar por substituir temporariamente o programa pelo auxílio emergencial, se o último for mais vantajoso. Se o beneficiário for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele deixará de receber o auxílio. Como pedir o benefício? Já é possível se inscrever? Ainda não. O projeto de lei não informa como os trabalhadores deverão se inscrever para receber o benefício e nem a partir de quando. É #FAKE mensagem que fala em cadastro para auxílio emergencial Quando o benefício foi anunciado (então de R$ 200), o governo informou que o pagamento seria automático para os inscritos no CadÚnico que se enquadrassem no programa, mas isso ainda não foi confirmado. De que forma será feito o pagamento? O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que pretende fazer os pagamentos não só em agências, mas também via lotéricas e aplicativo de celular. Para quem não é correntista da Caixa, deve ser adotado um calendário para o pagamento do benefício, para evitar um número muito grande de pessoas nas agências de uma só vez. Mais informações devem ser divulgadas nos próximos dias. Guimarães diz que será possível fazer a transferência sem custo. O tema é discutido com o INSS, que vai operar a base de beneficiados. Limites O projeto estabelece ainda que só duas pessoas da mesma família poderão acumular o auxílio emergencial. Será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: o auxílio emergencial e o Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio. Quanto tempo deverá durar o auxílio? No anúncio da semana passada, o governo estimou que o benefício deverá durar 3 meses ou até o fim da emergência do coronavírus no país. O relator do projeto aprovado na Câmara, Marcelo Aro (PP-MG), disse que a validade do auxílio poderá ser prorrogada de acordo com a necessidade. Impacto na economia A previsão do governo federal é que o auxílio deverá injetar R$ 5 bilhões por mês na economia, ou seja, cerca de R$ 15 bilhões em todo o período estimado. O dinheiro sairá dos cofres da União, que ganhou fôlego após a aprovação do estado de calamidade pública, que permite ao governo descumprir a meta fiscal de 2020, que seria de déficit de R$ 124 bilhões, e agora poderá se endividar mais.
Informação foi dada nesta sexta (27) pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante entrevista no Palácio do Planalto. Aprovado pela Câmara, auxílio ainda será votado no Senado. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta sexta-feira (27) que o banco utilizará agência, lotéricas, correspondentes e celulares para realizar o pagamento do auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais em razão da pandemia do coronavírus. Para quem não é correntista da Caixa, disse Guimarães, deve ser adotado um calendário para o pagamento do benefício, para evitar um número muito grande de pessoas nas agências de uma só vez. (leia mais abaixo). A proposta prevê o pagamento do valor por até 3 meses aos informais e estabelece que, no caso de mulheres que forem mães e chefes de família, o valor poderá ser de R$ 1,2 mil. O pagamento do auxílio emergencial é limitado a duas pessoas da mesma família. O projeto já foi aprovado pela Câmara e ainda depende do aval do Senado Federal – a votação está prevista para a próxima segunda (30). Depois, segundo Guimarães, será preciso que o governo federal publique um decreto sobre o tema para que os pagamentos sejam feitos. Inicialmente, quando anunciou a medida, o governo federal propôs o pagamento de R$ 200 aos informais. A medida foi criticada e, o valor, considerado muito baixo. A elevação para R$ 600 aconteceu depois de acordo com o Congresso. Ela faz parte do conjunto de medidas adotadas pelo governo para combater os efeitos na economia da crise gerada pela epidemia do novo coronavírus. Câmara dos Deputados aprova ajuda de R$600 por três meses para trabalhadores informais Não correntistas e sem conta bancária Perguntado sobre quando os pagamentos terão início, Guimarães informou que será feita na próxima semana uma entrevista com mais explicações sobre o auxílio. "A Caixa como sempre realizará pelas agências, pelos lotéricos, pelos correspondentes e pelo celular a grande maioria desses pagamentos", disse Guimarães. Guimarães foi questionado sobre a situação de trabalhadores sem conta bancária. O presidente da Caixa afirmou que o banco "provavelmente" adotará um calendário, a exemplo do utilizado nos saques do FGTS. "Provavelmente será da mesma maneira que fizemos no saque-imediato do FGTS, exatamente para evitar que 30 ou 40 milhões de pessoas vão no mesmo dia, na mesma hora, numa agência ou numa lotérica", afirmou. Para quem tem conta em outro banco que não a Caixa, Guimarães disse que deverá ser possível fazer a transferência sem custo. O tema é discutido com o INSS, que operacionalizará a base de beneficiados. "Nós temos um aplicativo do FGTS e nós transferimos para qualquer banco de graça. O objetivo aqui neste momento é ajudar a população e nós estamos trabalhando no aplicativo, não há nenhuma necessidade da Caixa, ou seja, como o custo é marginal, muito baixo, nós poderemos, sim, realizar a transferência para qualquer banco de graça", disse. Guimarães espera que 80% dos pagamentos sejam feitos em agências, lotéricas ou por aplicativo de celular.
Decisão foi tomada por causa do fechamento ao público das superintendências regionais do órgão em função da pandemia. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou nesta sexta-feira (27) a prorrogação por até 60 dias o prazo de vencimento de pagamentos referentes ao Crédito Instalação, a concessão do título da terra e de outras taxas administrativas por causa da pandemia do coronavírus. Segundo a portaria, publicada no "Diário Oficial da União", as parcelas que deveriam ser pagas desde o dia 4 de fevereiro serão prorrogadas por 60 dias, que serão contados após o fim da vigência do Estado de Emergência em Saúde Pública, que foi declarado pelo Ministério da Saúde. A portaria do Incra também suspende em favor dos interessados os prazos para apresentação de defesa, recurso administrativo e manifestações em razão de notificações emitidas pelo instituto durante este período. A partir do 1º dia útil após o fim do estado de emergência, os processos administrativos voltarão a correr automaticamente, pelo período remanescente. Prazos De acordo com a portaria os prazos de vencimentos serão: Para débitos relativos ao Crédito Instalação (financiamento para o assentado se instalar na terra), pagamentos do títulos da terra a partir de 4 de fevereiro de 2020 serão prorrogados pelo período de 60 dias a contar do 1º dia útil após fim da vigência do estado de emergência; Valores a receber decorrentes de parcelamentos administrativos de contratos, de débitos de convênios e multas, cujos vencimentos ocorram durante a vigência do estado de emergência também serão prorrogados pelo mesmo prazo; Isenção da cobrança de encargos moratórios incidentes durante o período de vigência do estados de emergência, dos valores cujos vencimentos ocorreram antes de 4 de fevereiro. A portaria determina também que os Contratos de Concessão de Uso (CCU) – documento provisório de exploração da terra assinado pelos assentados com o Incra – vencidos durante a manutenção do Estado de Emergência, ficam automaticamente revalidados pelo período de 180 dias. Por fim, os prazos estabelecidos para resposta em processos administrativos no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), Comitês Regionais de Certificação e no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), ficam automaticamente prorrogados pelo prazo de 60 dias, contados após a decretação do fim do Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Justificativa Por causa da decretação Estado de Emergência, as superintendências regionais da autarquia suspenderam o atendimento presencial ao público por medida de segurança a fim de diminuir a transmissão do novo coronavírus. Como a maior parte do público da reforma agrária e de regularização fundiária encontra-se em áreas distantes dos centros e com dificuldade de acesso à internet para solicitação e/ou emissão de guias para pagamento, o Incra entendeu que a prorrogação dos prazos é a decisão correta a adotar neste momento.

O presidente dos Estados Unidos acionou o Ato de Defesa de Produção para obrigar as fabricantes a fornecerem os equipamentos. Presidente dos EUA, Donald Trump Leah Millis/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira (27) que Ford e GM passem a produzir respiradores artificiais imediatamente, como ajuda para o combate à pandemia do coronavírus. Indústria automotiva para completamente no Brasil com a pandemia Veja os efeitos do coronavírus na indústria automotiva Coronavírus: veja perguntas e respostas Trump deu a ordem em uma rede social, dizendo que “a General Motors deve abrir imediatamente sua unidade 'estupidamente' abandonada de Lordstown, em Ohio, ou alguma outra” para começar a fazer os equipamentos, e que a Ford também deve iniciar a produção dos respiradores rapidamente. Initial plugin text "Como sempre, as coisas como 'esta' General Motors nunca parecem dar certo. Eles disseram que nos dariam 40 mil respiradores muito necessários 'rapidamente'. Agora, eles estão dizendo que haverá apenas 6 mil no final de abril e que querem um dólar alto. É sempre uma bagunça com Mary B.", disse Trump referindo-se à presidente da GM, Mary Barra. Logo após as publicações, ele acionou o Ato de Produção de Defesa. A lei permite, entre outros, que o presidente exija que empresas aceitem contratos para materiais e serviços essenciais, e forneça incentivos para a produção e o fornecimento de materiais críticos. A Ford não respondeu até o momento. GM diz que vai fazer respiradores e máscaras Depois das críticas e ameaças de Trump, a GM anunciou que irá produzir, a partir do início de abril, respiradores em sua unidade de Kokomo, no estado de Indiana. Em nota, a empresa disse que a empresa, além de uma parceira, especializada na produção de respiradores, "estão prontas para entregar os primeiros ventiladores no próximo mês e aumentar a capacidade de fabricação de mais de 10 mil ventiladores para cuidados intensivos por mês, com a infraestrutura e a capacidade de expandir ainda mais." Cerca de 1 mil trabalhadores serão responsáveis pela produção dos respiradores. A fábrica de Kokomo é usada, em condições normais, para a fabricação de componentes elétricos para os veículos GM. A empresa ainda informou que vai converter temporariamente sua fábrica em Warren, Michigan, para produzir máscaras cirúrgicas. A produção começará já na próxima semana, com capacidade de até 50 mil máscaras por dia. Caso seja necessário, a GM disse que poderá fazer até 100 mil peças por dia. No Brasil, GM vai arrumar respiradores A Chevrolet vai adaptar parte de duas instalações para consertar respiradores, aparelhos importantes nos casos mais graves de pacientes com a Covid-19. A iniciativa foi tomada em conjunto com o Ministério da Economia, o Senai e a Associação Brasileira de Engenharia Clínica, e também deve envolver outras fabricantes, que ainda não tiveram os nomes informados. Initial plugin text
Oportunidades de emprego e estágio são para profissionais com ou sem experiência. São 1.200 vagas para UTI e Clínica Médica com início imediato A rede de hospitais São Camilo de São Paulo abriu 216 vagas de emprego em diversas áreas, entre elas as de Saúde e Administrativa. Do total, 70 oportunidades são para estágio. Associação Paulista da Medicina vai contratar 1.200 profissionais para hospital de campanha do Anhembi Hospital Albert Einstein vai contratar 1.426 profissionais da saúde para reforçar combate a coronavírus Veja mais vagas de emprego pelo país Interessados deverão cadastrar o currículo no site, através deste link. A rede é composta por três hospitais em São Paulo, localizados nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, capacitados para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, além de realizar transplantes de medula óssea. Veja abaixo a lista completa de vagas disponíveis na Rede São Camilo de São Paulo: Analista de Infraestrutura Pleno Analista de Microbiologia Assistente de Farmácia Assistente de Planejamento de Obras Auxiliar Administrativo Auxiliar de Almoxarifado Auxiliar de Atendimento Auxiliar de Enfermagem Auxiliar de Escritório Auxiliar de Higienização Auxiliar de Hotelaria Auxiliar de Nutrição Biomédico Biomédico do Laboratório Concierge Coordenador de Segurança da Informação Copeiro Eletricista Enfermeiro Pleno Enfermeiro Pleno – UTI Escriturário Estagiários (Técnicos de Enfermagem) Estagiários (Enfermagem) Farmacêutico Jr. Médico Auditor Pedreiro Supervisor de Enfermagem Técnico de Análises Clínicas Técnico de BMS Técnico de Enfermagem Técnico de Enfermagem - UTI/OS Técnico de Laboratório Técnico de Radiologia e Imagem Técnico do Laboratório Vigilante
Nesta sexta, governo anunciou crédito de R$ 40 bilhões, em dois meses, para ajudar empresários a honrar folhas de pagamento em meio à pandemia do coronavírus. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira (27) que a linha de crédito emergencial anunciada pelo governo para pequenas e médias empresas pagarem os salários por dois meses "não é ruim", mas é "tímida" e "não vai resolver nada". Segundo Maia, ainda faltam medidas voltadas para outros setores da sociedade. O programa de crédito, divulgado mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vai disponibilizar no máximo R$ 20 bilhões por mês, num período de dois meses. O objetivo é aliviar a pressão financeira sobre as empresas durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. "Acho que essa [decisão] do financiamento, que eu não acho ruim, porque, pela informação que eu tenho, a taxa de captação é a mesma do empréstimo. [Tem] uma carência, um prazo para pagar, [e] a garantia majoritária do governo, ainda é tímida – 20 bilhões por mês – não vai resolver nada", afirmou Maia a um grupo de empresários do grupo Lide, em evento realizado por videoconferência. Crédito anunciado Governo anuncia crédito emergencial a pequenas e médias empresas A linha de crédito anunciada é voltada para empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Para Maia, o governo precisa pensar logo em medidas destinadas também a empresas que estão fora dessa faixa. "Como é que faz com o resto? Porque tem empresas maiores, que também vão ter dificuldade. Tem microempresas que ficaram de fora", afirmou. Feito no Palácio do Planalto, o anúncio do pacote ocorre após o aumento da pressão sobre Bolsonaro para que adote medidas semelhantes às vistas em outros países para facilitar medidas como o isolamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir o crescimento no número de doentes pela Covid-19. Bolsonaro tem dado declarações diminuindo os riscos do coronavírus e defendendo a redução das restrições ao movimento de pessoas e a volta ao trabalho devido aos prejuízos econômicos das medidas de isolamento. Exemplo de fora Maia citou o exemplo de outros países que apresentaram políticas para todos os setores da sociedade. “O que o governo deveria fazer é o que os outros países estão fazendo, a Grã-Bretanha virou completamente há 15 dias a sua política. [...] Os americanos fechando agora um pacote no Congresso de 2 trilhões de dólares com políticas focadas em todos os segmentos, incluindo os mais vulneráveis, no pagamento de salário, na renda mínima, olhando os setores da economia, capital de giro, específico para o setor aéreo, [que] justamente foi primeiro a ser atingido”, afirmou. Maia cobrou ações do governo que, na avaliação dele, são "simples" e "óbvias" e poderiam contribuir para dar mais tranquilidade à população – como a extensão do prazo para entrega do imposto de renda, previsto para ir até o fim de abril. "O governo não conseguiu até hoje, pelo menos eu não li até hoje ainda, adiar a entrega do Imposto de Renda, que é uma coisa simples. Muitos já entregaram, não tem nenhum grande impacto porque as pessoas já tem suas documentações, mas é um gesto, é uma sinalização que passa tranquilidade pras pessoas", afirmou. Questionado pelos empresários sobre o que achava do afrouxamento das medidas de restrição à circulação de pessoas nas cidades, o presidente da Câmara ponderou que, para isso, são necessárias ações que garantam a integridade especialmente das pessoas que estão no grupo de risco, como os idosos. "É claro que todos querem reduzir o isolamento, mas a gente não pode ter uma onda de abertura de isolamento que gere uma segunda onda de aprofundamento maior da crise econômica e também uma tragédia maior, principalmente na perda de vidas pelo colapso do sistema de saúde", observou. Ele afirmou ainda que outros países que afrouxaram o isolamento, depois, precisaram retomar a medida com resultados piores. “A Itália fechou, liberou e a tragédia veio. Então, os exemplos que nós temos no mundo é que começar fechando, depois liberar, o impacto é pior”, disse. “Então, eu acho que nesse momento de crise é ruim um poder atropelar o outro. Porque, como é o Poder Executivo que organiza, executa, se tentar atropelar é ruim. Agora, é fato, como eu disse aqui, [são] decisões simples, óbvias que o governo já deveria ter tomado”, acrescentou. Na avaliação dele, se essas ações estivessem organizadas em um pacote único, seria mais fácil para dar previsibilidade ao país e aos setores da economia e, assim, evitar os conflitos entre setores que devem a manutenção do isolamento e aqueles que pedem o seu afrouxamento. “Se estiver tudo organizado, num pacote só, eu tenho certeza que esses conflitos mais cedo mais tarde não existiriam. Porque todos estariam minimamente organizados”, afirmou. Initial plugin text
Preço médio cobrado das refinarias é o menor desde 2011. A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina em 5% e o do diesel em 3% nas refinarias a partir deste sábado (28), informou a companhia. Segundo a estatal, o preço médio da gasolina passa a ser de R$ 1,08 por litro - o menor desde 31 de outubro de 2011. A redução ocorrerá em meio a um tombo dos preços de petróleo e derivados por impactos da expansão do coronavírus e de uma guerra de preços entre grandes produtores globais da commodity. É a segunda redução no preço da gasolina esta semana, e a primeira no diesel. Na quarta-feira, o preço da primeira foi reduzido em 15% nas refinarias. Com isso, no acumulado do ano a redução do preço da gasolina é de 43,5%. Já no caso do diesel, é de 31,3%. O repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis, lembra a Reuters. Queda do preço do petróleo pode alterar a arrecadação da União, estados e municípios
Segundo o governo, decisão foi baseado em relatos de dificuldades enfrentadas em alguns elos da cadeia por conta de medidas restritivas de estados e municípios. O Ministério da Agricultura publicou nesta sexta-feira (27) uma portaria que determina quais são produtos e serviços essenciais para garantir o pleno funcionamento das distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários durante a pandemia do coronavírus. A medida específica 18 itens como produtos, serviços e atividades essenciais. A normativa, publicada no “Diário Oficial da União”, foi baseada, segundo o governo em relatos de dificuldades enfrentadas em alguns elos da cadeia e reforça que eventuais medidas restritivas adotadas devem resguardar o funcionamento de atividades essenciais à cadeia produtiva de alimentos. A lista envolve, em sua maioria, a manutenção da logística de transporte como operações de transporte coletivo ou individual de funcionários, que atuem em: Atividades da cadeia de produção, como frigoríficos; Transporte e entrega de cargas em geral; Portos, entrepostos, ferrovias e rodovias, municipais, estaduais e federais para escoamento e distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários; Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados; Produção e distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários com especial atenção ao transporte e comercialização de produtos perecíveis. Também estão definidos como essenciais o funcionamento: Postos de gasolina; Restaurantes; Lojas de conveniência; Locais para pouso e higiene, com infraestrutura mínima para caminhoneiros e para o tráfego de caminhões ao longo de estradas e rodovias de todo o país; Atividades de vigilância e inspeção sanitárias, como fiscalização de alimentos de origem animal e vegetal e controle de pragas e doenças. De acordo com a portaria, todas as atividades devem considerar, rigorosamente, as diretrizes de segurança mínima para conter o avanço da Covid-19 apresentadas pelo Ministério da Saúde.
Problema agora é a chegada da pandemia ao Brasil. No último levantamento, preocupação era o recebimento de materiais vindos da China. A pandemia de coronavírus levou 24% das fabricantes de eletrônicos do Brasil a paralisar parcial ou totalmente a produção, segundo um levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), realizado com as empresas entre os dias 23 e 25 de março. Fábrica da Samsung em Manaus interrompe atividades Dentre as que estão paralisadas, 42% têm paralisação total, e as outras 58% estão com produção parcial. Na pesquisa anterior, divulgada pela associação no dia 9 de março, 6% das fabricantes haviam dito que estavam paralisadas. Segundo a Abinee, o principal problema agora é a chegada da pandemia no Brasil, que obrigou a adoção de medidas por parte das empresas, e não mais o abastecimento de materiais vindos da China, conforme apresentado em sondagens anteriores. De acordo com a nova pesquisa, o problema de abastecimento, com insumos que vêm da China, arrefeceu: 51% das empresas afirmam ter problemas no recebimento de materiais, abaixo dos 70% registrados no início de março. A China é a principal fonte de componentes do Brasil. O país é um dos principais vendedores de chips, circuitos integrados e outras partes e peças que vão se tornar celulares, máquinas de lavar, televisores e diversos outros eletrônicos em outros países. Com a mudança, 30% das fabricantes disseram que não devem atingir a produção esperada para o 1º trimestre — no levantamento eram 21%. Essas fabricantes esperam uma produção 34% abaixo da projetada inicialmente. Medidas para conter doença De acordo com a Abinee, as empresas intensificaram medidas para conter a disseminação da Covid-19. Segundo a pesquisa, nas áreas administrativas, 33% adotaram home office total, 53% estão com trabalho remoto parcial e 14% não aderiram à prática. Nas áreas ligadas diretamente à produção, foram adotadas medidas como diminuição do fluxo de pessoas, como rodízio de funcionários, antecipação de férias e férias coletivas, redução de jornada.
Linha vai disponibilizar R$ 40 bilhões para o pagamento de salários dos trabalhadores empregados nas pequenas e médias empresas por um período de dois meses. O governo anunciou nesta sexta-feira (27) uma linha emergencial de financiamento para pagar o salário de trabalhadores empregados nas pequenas e médias empresas. A linha vai disponibilizar R$ 40 bilhões para o pagamento de salários por dois meses. Serão R$ 20 bilhões por mês. Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Governo anuncia R$40 bi para financiar salário do trabalhador de pequena e média empresa Veja abaixo perguntas e respostas sobre a nova linha de financiamento: Quais empresas têm direito? Podem requisitar a linha de financiamento as empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. Há cobrança de juros na linha de financiamento? Sim. Os juros são de 3,75% ao ano. Os juros estão no mesmo patamar da Selic. Está previsa alguma carência para o empresário que tomar o empréstimo? A empresa que aderir terá 6 meses de carência e 36 meses para pagar o empréstimo. Existe alguma contrapartida para aderir ao financiamento? Sim. As empresas que contratarem essa linha de crédito não poderão demitir funcionários pelo período de dois meses. O financiamento vai cobrir todos os salários? Não. O financiamento fica limitado a até dois salários mínimos por trabalhador por mês, ou seja, R$ 2.090. E os salários mais altos, como ficam? Se o empresário optar pela linha emergencial, terá que complementar o salário de quem ganha acima de dois salários mínimos. A linha de crédito está limitada a dois salários mínimos por funcionário. A nova linha de financiamento pode ser usada para bancar todas as despesas das empresas? Não. Ela é exclusiva para a folha de pagamento. Os bancos privados vão ofertar a linha? Sim. Santander, Itaú e Bradesco já anunciaram que vão disponibilizar recursos para a linha emergencial. As empresas, no entanto, serão submetidas à análise de crédito das instituições financeiras. Como vai funcionar a logística para o pagamento dos salários? A empresa fecha o contrato como banco e informa o CPF do trabalhador. O dinheiro vai direto para o funcionário. O empresário fica só com a dívida. Qual é a origem dos recursos? A linha receberá 85% de recursos do Tesouro Nacional e 15% dos bancos. Eles serão responsáveis pelo repasse dos recursos aos clientes. O fundo que vai sustentar a linha emergencial será administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo também fica com 85% do risco de inadimplência, e os bancos com 15%. Quantas empresas devem ser beneficiadas? A previsão do governo é que sejam beneficiadas 1,4 milhão de pequenas e médias empresas do país, num total de 12,2 milhões de pessoas. Initial plugin text
Produtos serão utilizados como matéria-prima para o desenvolvimento de pesticidas para os agricultores. São O Ministério da Agricultura liberou nesta sexta-feira (27) o registro de mais 18 agrotóxicos para utilização industrial, ou seja, produtos que serão usados como matéria-prima na elaboração de pesticidas para os agricultores. São 66 registros até agora neste ano. Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? Segundo o governo, todos os 9 princípios ativos que tiveram a autorização publicada no "Diário Oficial da União" desta sexta são genéricos de pesticidas já registrados no Brasil, também conhecidos como "produtos técnicos equivalentes" (veja outros tipos de registros no final deste texto). "Todos os ingredientes ativos presentes nos produtos técnicos registrados hoje têm uso registrado nos Estados Unidos e a maior parte está registrada na Austrália e em países da Europa", disse o ministério, em nota. O G1 checou a lista divulgada pelo Ministério da Agricultura para verificar se os princípios ativos liberados possuem autorização na União Europeia e nos Estados Unidos. 1 registro do inseticida Fipronil: liberado com restrições na UE por conta do risco de morte de abelas. Em reavaliação nos EUA; 1 registro do hormônio vegetal Ácido giberélico: em reavaliação nos EUA e liberado na UE; 1 registro do fungicida Folpete: em reavaliação nos EUA e liberado na UE; 2 registros do herbicida Simazina: em reavaliação nos EUA e liberado apenas para usos especiais na UE pelo potencial de contaminação do lençol freático que o produto tem; 1 registro do fungicida Ciproconazol: liberado nos EUA e na UE; 1 registro do inseticida Lufenurom: registrado nos EUA e liberado somente em alguns países da UE; 1 registro do inseticida Clorpirifós: em reavaliação nos EUA e será banido da UE em abril por ter potencial de causar alterações genéticas nos humanos; 1 registro do herbicida Isoxaflutol: em revaliação nos EUA e liberado na UE; 8 registros do herbicida Glufosinato de amônio: em reavaliação nos EUA e liberado apenas em alguns países da UE em condições específicas. A maioria dos pesticidas são aprovados nos dois locais. Nos EUA, grande parte está em reavaliação, porém, este é um procedimento normal do país, que costuma revisar a autorização dos defensivos agrícolas com frequência. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou a forma de divulgação do registro de agrotóxicos. Até 2019, o ministério anunciava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do "Diário Oficial da União". A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, leva em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo "dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto". "Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas", completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: "cópias" de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final "genérico". Veja mais notícias do Agronegócio no G1 Initial plugin text
Empréstimo cobrirá dois meses de folha e será limitado a dois salários mínimos por funcionário, informou o presidente do BC. Empresas não poderão demitir no período. Governo anuncia R$40 bi para financiar salário do trabalhador de pequena e média empresa O governo federal anunciou nesta sexta-feira (27) uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas e que vai ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses. Anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o programa vai disponibilizar no máximo R$ 20 bilhões por mês, ou seja, R$ 40 bilhões em dois meses. Feito no Palácio do Planalto, o anúncio ocorre após o aumento da pressão sobre Bolsonaro para que adote medidas semelhantes às vistas em outros países para facilitar medidas como o isolamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir o crescimento no número de doentes pela covid-19. Bolsonaro tem dado declarações diminuindo os riscos do coronavírus e defendendo a redução das restrições ao movimento de pessoas e a volta ao trabalho devido aos prejuízos econômicos das medidas de isolamento. Governo anuncia linha de crédito a pequenas e médias empresas Economistas criticam posicionamento do governo Bolsonaro frente à pandemia do coronavírus Na quinta (26), depois de acordo com o governo federal, a Câmara aprovou projeto que fixa pagamento de auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais por um período de três meses. Tanto o auxílio aos informais quanto a medida desta sexta visam aliviar a pressão financeira sobre pessoas e empresas durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Pouco depois do anúncio, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a linha de crédito "não é ruim", mas é "tímida" e "não vai resolver nada". Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Questionado sobre auxílio para microempresas, com rendimento abaixo do piso de R$ 360 mil do financiamento anunciado nesta sexta, o presidente do BC disse que medidas estão sendo estudadas (leia mais abaixo). Dois mínimos por trabalhador De acordo com Campos Neto, porém, o dinheiro para pequenas e médias empresas vai financiar, no máximo, dois salários mínimos por trabalhador. Isso significa que quem já tem salário de até dois salários mínimos continuará a ter o mesmo rendimento. Entretanto, para os funcionários que ganham acima de dois salários, o financiamento ficará limitado a dois salários mínimos. No caso de um funcionário que ganhe, por exemplo, R$ 5 mil por mês, vai ficar a critério da empresa complementar o valor acima de dois salários mínimos. Ainda de acordo com o presidente do BC: o financiamento estará disponível para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano; o dinheiro será exclusivo para folha de pagamento; a empresa terá 6 meses de carência e 36 meses para pagar o empréstimo; os juros serão de 3,75% ao ano. Além disso, informou o presidente do Banco Central, as empresas que contratarem essa linha de crédito não poderão demitir funcionários pelo período de dois meses. "O dinheiro vai direto para a folha de pagamento. A empresa fecha o contrato com o banco, mas o dinheiro vai direto para o funcionário, cai direto no cpf do funcionário. A empresa fica só com a dívida", disse Campos Neto. De acordo como presidente, a previsão é que sejam beneficiadas pela medida 1,4 milhão de pequenas e médias empresas do país, num total de 12,2 milhões de pessoas. Campos Neto afirmou que o 1,4 milhão equivale ao total de pequenas e médias empresas do país com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. Participação de bancos privados A operação do programa será feita em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos privados. De acordo com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, do total de R$ 40 bilhões que serão ofertados, 85% virão do Tesouro Nacional e outros R$ 15% de bancos privados, que também serão os responsáveis por assinar os contratos com as empresas e repassar o dinheiro do financiamento direto para as contas dos trabalhadores. Miriam Leitão: para especialistas, ajuda de R$ 600 a trabalhadores informais é pequena Microempresas Questionado sobre a dificuldade que pequenos empresários para obter crédito com juros mais baixos, Campos Neto afirmou que a linha anunciada nesta sexta tem o objetivo de contemplar empresas que sofrem para obter financiamento em momentos de crise. "Queremos estabilizar o custo de crédito para essas empresas que são as mais penalizadas no momento de liquidez menor no sistema", afirmou. Ele adicionou, porém, que o Banco Central estuda medidas voltadas a trabalhadores informais e empresas que faturam menos do que R$ 360 mil por ano. "Vamos ter alguma coisa em breve para as microempresas. As medidas adotadas atendem bastante o setor informal e estamos estudando algumas medidas para o setor informal", disse.
Linha de crédito visa financiar dois meses meses de folha de pagamento, de R$ 40 bilhões, para beneficiar 1,4 milhão de micro e pequenas empresas, e 12,2 milhões de pessoas. O governo federal anunciou nesta sexta-feira (27) a disponibilização de uma linha de crédito emergencial, por dois meses, com juros baixos para manter o emprego nas pequenas e médias empresas. A informação foi divulgada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A expectativa da área econômica, informou o presidente do BC, é beneficiar 1,4 milhão de pequenas e médias empresas e 12,2 milhões de trabalhadores. Serão disponibilizados R$ 20 bilhões por mês, durante dois meses, ou seja, um total de R$ 40 bilhões. Desse valor total, R$ 34 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e outros R$ 6 bilhões dos bancos. Para ter acesso ao crédito, as empresas não poderão demitir os trabalhadores nesses dois meses, e os recursos irão direto para as contas dos trabalhadores. O controle será feito por CPF. O pagamento, porém, deverá ser feito posteriormente pelas empresas beneficiadas. De acordo com o Banco Central, o valor cobrado, em termos de juros, será de 3,75% ao ano, ou seja, o valor atual da taxa básica de juros, utilizado com base para as captações do sistema financeiro. Com isso, terá "zero" de spread bancário (valor cobrado acima dos juros básicos da economia). Atualmente, disse Campos Neto, a taxa bancária média de juros para essas empresas está em 20% ao ano. O presidente do BC explicou que serão financiados os pagamentos de até dois salários mínimos. Quem recebe mensalmente um salário mínimo, por exemplo, continuará recebendo esse valor, sendo totalmente financiado com a linha de crédito, assim como até dois salários mínimos. Mas quem recebe três salários mínimos, por sua vez, receberá dois salários mínimos por meio da linha de crédito. Segundo Campos Neto, essa linha será direcionada para empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, classificadas como pequenas e médias, e será destinada "exclusivamente ao financiamento da folha de pagamento" dos funcionários.

Oportunidades estão abertas para suprir o aumento na demanda das lojas, provocado pela quarentena. Veja os cargos e como se candidatar. Rede de supermercados oferece 120 vagas de emprego em Campinas Regis Duvignau/Reuters A rede de supermercados Carrefour oferece 120 vagas de emprego em Campinas (SP). As oportunidades estão abertas para suprir o aumento na demanda das lojas, provocado pela quarentena adotada para diminuir a proliferação do novo coronavírus (Covid-19). Todo o processo seletivo, das entrevistas até a contratação, acontece pela internet. Os interessados devem se candidatar pelo site. O requisito mínimo para todas as vagas é o 2º grau completo ou cursando. A seleção tem início previsto para esta semana e as vagas permanecem abertas até o preenchimento dos cargos. Em todo o Brasil, a rede oferece 5,1 mil oportunidades. Veja a relação de cargos Operador (a) de loja Auxiliar de perecíveis Agente de prevenção Recepcionista de caixa Padeiro (a) Técnico (a) em manutenção Açougueiro (a) Operador (a) de centro de distribuição Vendedor de eletrodomésticos Veja mais oportunidades da região no G1 Campinas
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